Em coluna de opinião, rebatemos as críticas sobre a preparação tricolor e explicamos por que o ritmo de jogo é prioridade máxima neste momento.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tenho visto muita gente descendo a marreta no planejamento do Fluminense por conta do amistoso contra o Nova Iguaçu. “Adversário fraco”, “estreia do Hulk sem peso”, “inadmissível no meio da semana”… vamos colocar os pingos nos is.
O contexto do planejamento
O Fluminense parou suas atividades oficiais no dia 29 de maio. Foram três semanas de descanso — período padrão para todos os clubes — e duas semanas intensas de treino antes de entrarmos em campo na última quarta-feira. Não há nada de errado nisso. Pelo contrário: pegar um adversário com nível mais modesto no primeiro teste é o ideal para soltar a musculatura e, principalmente, ganhar ritmo de jogo após um longo período de inatividade.

Pontos para atenção e evolução
Dito isso, não vou passar pano para o que precisa ser corrigido. Vimos um time ainda “preso” no início do confronto e, infelizmente, sofrendo mais um gol de bola aérea. Essa é uma deficiência da nossa zaga que precisa de cobrança e, principalmente, de treino tático sob o comando de Luis Zubeldía. Sei que a chegada de Thiago Silva vai elevar o nível, mas o posicionamento precisa ser corrigido independentemente de quem esteja em campo.
Prioridades para o segundo semestre
Criticar o marketing pela estreia de Hulk ou pelo local do amistoso é perder o foco do que realmente importa. Estamos em três competições pesadas: Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Nosso elenco é reduzido e precisa de minutagem. Vale alertar sobre a necessidade de estabelecer prioridades para não se perder no meio do caminho.
Enquanto o jogo contra o Nova Iguaçu serviu para movimentar todo o elenco, domingo, contra o Bahia, o nível de exigência sobe. O Bahia é um concorrente direto no Brasileirão e o teste será muito mais rigoroso. É degrau em degrau.
Conclusão
Sendo assim, a estreia oficial do Hulk será contra o Bragantino, na próxima sexta-feira. Até lá, o objetivo é readquirir ritmo o mais rápido possível. Precisamos criticar, sim, mas com base e analisando os detalhes técnicos, físicos e táticos. Criticar por criticar, sem colocar esses pontos na mesa, não ajuda o Fluminense.
Vamos em frente, porque o segundo semestre será de fogo.
Forte abraço e ST!
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