Abissal






Relembrar o vitorioso passado é bacana, acreditar na mística da camisa é um sinal de que o pulso ainda pulsa, mas quando a bola rola, o choque de realidade é dos grandes. Qualquer tricolor em sã consciência sabia que a missão contra o Flamengo era quase que impossível. Infelizmente, a diferença técnica é abissal. Essa é a realidade e não há como fugir dela.

Além da gigantesca diferença técnica, os rubro-negros também estão anos-luz à frente do nosso Tricolor nas questões física e tática. Foi constrangedor a forma que o Flamengo encurralou o Fluminense durante os noventa minutos.

Apesar do massacre, o Fluminense conseguiu criar algumas chances claras de gols, mas acabou esbarrando no Diego Alves. Não é exagero afirmar que o time até poderia ter feito um ou dois gols, entretanto, também poderia ter sofrido mais dois, três ou até quatro. A verdade é que o placar de 2 a 0 ficou barato. É duro admitir isso, mas é a realidade. Não há como não exaltar o bravo Muriel, que evitou um vexame maior.

Quando o Fluminense resolveu efetivar o Marcão, lá no fundo, a diretoria sabia que era uma aposta de risco. Os resultados positivos nos primeiros jogos criaram um clima de empolgação, que acabou mascarando alguns sérios problemas. O time até mostrou disposição, atitude e vontade, mas em nenhum momento mostrou segurança tática. Em todas as vitórias na “Era Marcão”, Muriel foi o melhor em campo.

No Fla-Flu, Marcão errou na estratégia. É o que sempre digo: não dá para cobrar milagres, mas fazer o básico é obrigação. E o básico do atual Fluminense é reconhecer sua inferioridade técnica em relação aos maiores times da atualidade do futebol brasileiro. Contra o Flamengo, Marcão optou por encará-lo de peito aberto. Loucura, irresponsabilidade ou ingenuidade? Afinal de contas, o que o Marcão tem a oferecer ao time do Fluminense? Apenas papo motivacional e mandar a rapaziada jogar como na época do Fernando Diniz? 

Uma formação com o Yuri à frente da zaga daria uma equilíbrio defensivo maior ao time. Primeiramente, a zaga não ficaria tão exposta ao melhor ataque do país, que, diga-se de passagem, está voando baixo. Segundo, o Allan não ficaria tão sobrecarregado na marcação e ainda teria uma liberdade maior para realizar a transição. Só não cravo que daria totalmente certo por conta da péssima atuação do Paulo Henrique Ganso.

Nos dois últimos jogos, o Fluminense foi derrotado por dois dos três melhores times do país na atualidade. Sendo assim, não adianta perder tempo com lamentações. A ordem é pensar no jogo a jogo. Portanto, foco total na partida contra a Chapecoense, que, apesar de ser penúltima colocada, ainda não jogou a toalha. Ou seja, no próximo sábado será decisão no Maracanã. Resta saber se o time entrará ligado em campo e o Marcão ajudará na escalação…

Curtinhas:

– A lateral-direita segue uma tristeza com o peladeiro do Gilberto.

– Igor Julião não serve para barrar o Gilberto, mas teve o seu contrato renovado. Dá para entender?

– Discordo do massacre em cima do Nino e Frazan pelo fato da zaga ter ficado altamente exposta por conta da frouxa marcação do time.

– Lucão é sacanagem. Enquanto isso, Marcos Paulo segue sem chances…

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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