Seleção Brasileira sofreu, mas mostrou que o peso da camisa ainda dita o ritmo; Casemiro e Martinelli decidem em virada emocionante.

Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor!
Não tem jeito. A gente mete a porrada no futebol brasileiro, que sabemos ser uma bagunça, uma zona. Mas, quando chega a Copa do Mundo, a história muda. A gente não joga junto, a gente sofre junto. Colocamos 100% da emoção em campo, damos uma “bicuda na razão” e vestimos o verde e o amarelo. Foi exatamente isso que vimos nesta segunda-feira, na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Japão.
Queimando a língua (para o bem!)
Confesso: no intervalo, eu estava revoltado. O Japão vencia por 1 a 0 e o Casemiro estava uma bomba em campo. Pedi a saída dele, a entrada do Fabinho, e acho que não fui o único. Mas o futebol é uma maravilha. Veio o segundo tempo, o Brasil empatou e quem fez o gol? Casemiro.
É o que eu sempre falo: quando critico, seja o Brasil ou o meu Fluminense, é porque quero ver o melhor. E quando o atleta entra lá e queima a minha língua, eu fico é feliz! Foi o que aconteceu também com o Martinelli. Quando o Ancelotti o colocou em campo, eu duvidei. Ele errou dois lances, mas, na hora da decisão, foi lá e guardou o gol da vitória. “Nunca critiquei”, como diz o ditado!
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Respeita o pentacampeão!
Muita gente achava que seria um passeio, um 3 a 0 ou 4 a 0. Mas quem acompanha futebol sabe que o Japão é uma seleção organizada, disciplinada e que vem fazendo um trabalho sério. Ainda assim, teve japonês desdenhando da Seleção Brasileira antes do jogo. Aí não dá. O Matheus Cunha foi lá e cobrou, e o Brasil mostrou dentro das quatro linhas que, apesar de todos os problemas dos últimos 20 anos, aqui ainda é Brasil.
Temos que respeitar o único pentacampeão mundial. O time provou que, na raça e na técnica, ainda somos competitivos.
O que vem por aí?
A gente segue em frente em busca do hexa. Sabemos que os próximos adversários serão mais duros. A Noruega, na minha opinião, é a grande candidata a ser a surpresa desta Copa e deve cruzar o nosso caminho nas oitavas caso passe pela enjoada Costa do Marfim.
Estamos no clima de Copa, mas não esqueçam: a cabeça também já está no mata-mata da Libertadores. Vamos seguir acompanhando, torcendo e, claro, secando os hermanos da Argentina (quem sabe o Cabo Verde do Vozinha não apronta uma surpresa?).
Valeu, galera. Rumo ao hexa!
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