Choque de realidade




FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC



Ninguém tinha dúvida de que a partida na Arena da Baixada seria dureza. Na grama sintética, o Athletico-PR se agiganta. O placar de 3 a 0 ficou até barato para o Fluminense. O desastre poderia ter sido ainda maior. Por sorte, os paranaenses tiraram o pé na segunda etapa, mas ainda assim, acharam o terceiro gol.

A escalação do Fluminense merece ser bastante questionada. É claro que o torcedor tem a consciência de que de o elenco é limitado. Isso ninguém questiona. No entanto, não dá mais para aceitar a entrada do Airton. Na verdade, não dá mais para aceitar que ele atue no Tricolor. Já está no clube desde o início do ano passado e até hoje não entrou em forma. Vive apenas do velho papo de que é experiente e possui espírito de liderança, mas quando a bola rola… ele mesmo deveria ter a atitude de pedir para sair.

Ainda sobre o Airton, o cartão amarelo que ele sofreu foi de uma tremenda falta de comprometimento com o Fluminense. Já o lance da expulsão me lembrou o Júnior Baiano. Bizarro! O lado positivo é que o discurso de que ele é um jogador experiente e serve para controlar o time em campo foi todo por água abaixo.

É deprimente ver o Fluminense com alguns jogadores com condições físicas pra lá de questionáveis. E o torcedor não pode apontar o dedo apenas para os jogadores. A comissão técnica também deve ser cobrada. Não é possível que ninguém enxergue.

O que falar das atuações do Igor Julião e Léo Artur? O primeiro levou um baile e o segundo nem foi notado em campo. É claro que a culpa não foi apenas deles. No geral, a atuação foi ruim.

Por mais que o elenco seja limitado, Fernando Diniz poderia ter escalado melhor. O Mascarenhas pode até não estar no ritmo ideal por conta do longo período de inatividade, mas poderia ter entrado na lateral-esquerda. Entre ele e Airton, alguém ainda tem dúvida? Caio Henrique faria a função do Ganso e um atacante de lado poderia ter iniciado na vaga do Léo Artur. Essa formação manteria a estrutura tática do time. 

Sigo confiando no trabalho do Fernando Diniz, no entanto, ele tem que parar com a política da camaradagem com os seus homens de confiança. Airton não dá mais. E o Bruno Silva, que já está em transição com a preparação física, é outro que não dá.

Na próxima quarta, a necessidade de ganhar a premiação de R$ 3,15 milhões obriga o time a entrar em campo com o que há de melhor. No entanto, caso o Fluminense avance às quartas de final da Copa do Brasil, a próxima diretoria terá que sentar com a comissão técnica para fazer a escolha correta do caminho a ser percorrido no período pós-Copa América, pois verdade seja dita: o atual elenco tricolor não tem a mínima condição de encarar três frentes pesadas ao mesmo tempo.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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