Considerações da vitória do Fluminense sobre a Cabofriense




Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

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Considerações da vitória do Fluminense sobre a Cabofriense

Bem, quanto a Fluminense e Cabofriense, o resultado de 2 a 1 foi apertado demais, se considerarmos a nossa posse de bola e as chances criadas no decorrer do jogo. Mas sofremos além da conta com os contra-ataques dos caras, e isto é péssimo! Para pincelar melhor o meu ponto de vista sobre o embate, vou destacar alguns tópicos que avaliei mais ponderáveis.

– Estivemos muito mal defensivamente. O Digão atuou até o seu último momento em campo sem uma cobertura devida – o Léo Santos conviveu com o mesmíssimo problema, nos 10 ou 15 min. em que esteve no gramado. Eles ficaram sempre no mano a mano contra o perigoso e forte Rincón, atacante adversário.

– O Airton não pode ser tirado para dançar xaxado quando está na marcação individual de algum oponente, ainda mais dentro da nossa área, como no tento dos cabras.

– Gilberto, mesmo ainda buscando uma melhor condição, é outro nível.

– Allan é dinâmico e participativo. Vai brigar por vaga, tenho certeza!

– Estou fechado com o Diniz, como o meu amigo Vinicius Toledo. No entanto, ele tem que repensar a escalação do Caio Henrique na lateral-esquerda. Como escrevi outro dia aqui mesmo, com este modelo adotado, nós perdemos em dinâmica, marcação e criatividade no meio. Pior, também perdemos a profundidade das jogadas de um lateral de ofício, o Mascarenhas. Neste confronto pela terceira rodada da Taça Rio, este mesmo Caio Henrique cometeu uns dois errinhos defensivos que poderiam comprometer o jogo exatamente por não ser da posição.

– Dodi é bom pra elenco, pra entrar no decorrer das partidas, fechar o time e imprimir correria. Só que não pode ser titular. O atual elenco tem opções melhores, portanto, sua escalação como titular não se justificou.

– O PH Ganso é diferente. Não se encontra no seu melhor momento, de fato, mas a sua clarividência é impressionante. Volta e meia ele deixava alguém na cara do George!

– O Everaldo – ou um jogador com o seu biotipo e participação – faz falta a rodo.

– Parafraseando a mim mesmo, o Calazans ainda tem que melhorar uns 110% para me provar a sua utilidade no elenco profissional do Flu. Diferentemente da época da base, quando era incisivo e determinante no ataque, hoje ele é o rei das firulas, das jogadas improdutivas e dos passes na medida para os contra-ataques “inimigos”. E olhem que contra a equipe da Cidade da Região dos Lagos ele jogou somente uns 15 minutinhos, hein?!

– O Luciano é imprevisível! Tinha uma atuação nula, no decorrer da peleja. Mas na primeira bola em que escolheu o melhor caminho, ele fez o segundo gol. Talvez a insistência do Diniz em mantê-lo em campo, mesmo quando está num patamar abaixo daquele em que costuma se apresentar, deva-se a este detalhe.

– O Yony é ótimo atacante – jamais craque -, mas não é centroavante. Encontra muitos obstáculos em fazer aquele pivô de entrada de área. Ele mesmo já disse que não vê a hora de o Pedro retornar aos gramados, para voltar à sua posição de origem.

– O Flu tem sérias dificuldades para enfrentar times retrancados – e bem montados. Foi assim contra Volta Redonda, contra o Antofagasta, contra o Resende, e agora, contra a Cabofriense. Faltam penetração e verticalidade no meio, além de uma movimentação mais intensa lá na frente.

É isso, rapaziada. Até a próxima!

Saudações eternamente tricolores!

Ricardo Timon



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