Diniz e os tais detalhes






Diniz e os tais detalhes

E o Fluminense segue descendo perigosamente a ladeira do Campeonato Brasileiro. Até quando? A derrota para o São Paulo até pode ser considerada injusta, mas no final das contas, o que importa é a bola na rede. Contra a equipe paulista, a rapaziada do Diniz fez um primeiro tempo aceitável, mas os tais detalhes…

Primeiramente, o Muriel levou um frangaço. Por falar no nosso novo goleiro, ele comentou sobre o lance, mas não assumiu a falha. Será que ele acredita mesmo que não falhou? Segundo, o Pedro perdeu um gol incrível. Tudo bem, faz parte, mas os tais detalhes… Merecidamente, o Fluminense conseguiu empatar ainda na primeira etapa.

Após o intervalo, o São Paulo voltou ainda mais fechado. Há de se destacar o mérito do adversário, que conseguiu executar uma excelente marcação. O Pedro, por exemplo, foi bastante vigiado pela defesa da turma do Morumbi.

Além de não conseguir furar o bloqueio paulista, o Fluminense cedeu diversos contra-ataques perigosos. Ainda assim, o Yony González estourou o travessão do Volpi. Em duelo de times grandes, os tais detalhes fazem toda a diferença. No ritmo do “Canal 100”, o Fluminense até tentou, só que mais uma vez deu um mole fatal.

Derrota injusta, mas foi como falei mais acima: futebol é bola na rede, é resultado. E no atual Fluminense, o resultado não está vindo. Os últimos dos românticos e os catedráticos de publicações de conto de fadas do Guardiola pedem calma, falam em revolução, etc… Nada contra o estilo de jogo do Diniz, até gosto, acho bacana, mas cadê a competitividade? Falam em projeto de longo prazo, mas se o clube cair para a Série B, de cara, haverá uma drástica redução de cota de TV. Essa redução deve ser de uns R$ 60 milhões para R$ 6 milhões. E aí?

Diniz é um cara muito gente fina, humilde pra cacete, grande caráter, acredita bastante no que faz. No entanto, já passou da hora de rever alguns conceitos. O sistema defensivo é fraco, necessita de uma proteção maior. Isso para não falar na necessidade de reforços. E aí, diretoria? Outro ponto: esse ritmo de “Canal 100” até na hora do contra-ataque só facilita a recomposição adversária.

A intenção do Diniz é louvável, mas a convicção dele não pode ser maior que os interesses do clube. Além de rever os conceitos, há a questão dos tais detalhes. As falhas individuais dos jogadores também estão sepultando o trabalho do técnico e, principalmente, o Fluminense.

Vinicius Toledo



PUBLICIDADE