Dois pontos perdidos




FOTO DE LUCAS MERÇON / FLUMINENSE FC

Dois pontos perdidos (por Lindinor Larangeira)

É quase consenso que o Fluminense fez um ótimo primeiro tempo e poderia ter definido a partida de estreia no Brasileirão ainda na primeira etapa. Se não fosse o travessão e, pelo menos, duas defesas milagrosas do bom goleiro Cleiton, uma vantagem de dois ou três gols não seria nada de anormal.

Mas como no futebol não existe o “se”, a realidade é que o nosso time ainda não apresentou consistência ou regularidade nesta temporada.

Outro fato a destacar, e que pouca gente tem abordado, é a fraqueza e a instabilidade da atual equipe do Red Bull Bragantino, que além de tudo, veio recheado de desfalques para o Maracanã.

No segundo tempo, bastou o treinador Pedro Caixinha fazer uma melhor leitura de jogo para o time de Bragança Paulista conseguir a virada, no que tem sido a maior fragilidade atual do tricolor: a bola aérea.

Urge a contratação de um zagueiro de qualidade. Isso é papel da diretoria, que me parece paralisada, aguardando o improvável retorno de Thiago Silva. Se esse retorno se confirmar, só lá para julho ou agosto.

Para o agora e já, Diniz tem que parar com as improvisações, que não têm dado resultados e fazer o simples: zagueiro na zaga. Volante de volante. Lateral na lateral. E atacante no ataque.

A insistência com Martinelli na zaga, além de oferecer a óbvia alternativa do jogo aéreo para os adversários, ainda torna o time mais fraco, com menor volume de jogo no meio-campo.

André e Martinelli como volantes também dão mais sustentação ao jogo de PH Ganso. Portanto, por que não testar o garoto Felipe Andrade na zaga e devolver Martinelli a sua real posição?

Marquinhos, que tem sido um dos nossos destaques, também não pode ser desperdiçado na lateral.

O time mostrou evolução? Sim, mostrou. Mas  com uma escalação mais equilibrada pode render um futebol ainda melhor. Espero que já na terça-feira.

Que venha o Bahia!

PS1: Os primeiros gritos de “burro” ecoaram na noite de sábado.

PS2: Seria Gabriel Pires uma versão 2.0 do Hudson?