Fim de papo e mais um ano para esquecer




E depois de um empate patético (mais um deles) chegamos ao final da temporada.

Mais uma temporada sem motivos para comemorarmos. Mais uma temporada sofrível.

Mas, afinal, o que há com o Fluminense?

A recente polêmica em que se envolveu o nosso mandatário e alguns de seus comandados expõe a ferida que sempre impediu que o Fluminense pudesse dar saltos maiores nesses últimos anos.

Tem muita laranja podre nas Laranjeiras.

Nossos bastidores são tumultuados, sempre foram, desde que eu acompanho o Fluminense sei disso.

Só que em anos como 2010 e 2012, que terminaram com título, era uma bagunça onde jorrava dinheiro de patrocinador, então isso disfarçava toda a podridão que surge dessa briga eterna de egos que é o nosso clube.

Só que a torneira secou. Não há dinheiro, não há craque. Agora só tem a ferida, podre, infecta, exposta.

Como se pode esperar resultado de um time que olha pra cima e vê uma direção tumultuada, que atrasa pagamentos, que se envolve em um monte de rolo e que não tem pulso firme, parece não entender nada do que se passa dentro de campo.

Nossos bastidores podres refletem sim dentro das quatro linhas, com toda a certeza.

Nosso elenco é pior do que o do Vasco, Chapecoense, Botafogo e Bahia? Isso pra citar só alguns dos times que ficaram à nossa frente na classificação final…

Respondo: não!

Então o que explica nosso campeonato patético? O que explica esse tanto de empate que tivemos (14 no total) ao não conseguir segurar resultados que pareciam em nossas mãos? Como justificar um ano inteiro sem vencer a mulambada?

É aceitável que o Vasco, time que humilhamos no campeonato carioca, acabar classificado pra Libertadores e nós brigando contra rebaixamento nas últimas rodadas?

E o que falar da Chapecoense, nossa pedra no sapato de sempre, que teve que montar um time novo inteiro depois do que se passou ano passado?

Futebol não é ciência exata. Sabemos disso. Aprendemos em 2009, depois de estarmos 99% rebaixados. Mas os números não mentem, principalmente aqueles que se apresentam na tabela de classificação. 47 pontos em 38 jogos. -3 no saldo de gols. Ridículo, de novo.

A atual gestão do Fluminense, com ou sem o Abad no comando, vai precisar de muito trabalho sério pra mudar a realidade do clube. Chega dessa humilhação.

Por muito pouco não fomos o único clube grande do Rio a ficar de fora da Libertadores e só estaremos em uma competição internacional ano que vem porque a Sul-americana veio até nós, e não nós atrás dela.

Melancólico fim.

O que se apresenta nesse final de ano é um clube totalmente desgastado: jogadores, comissão técnica e dirigentes.

A atual diretoria, que parece estar fazendo uma gestão financeira responsável (digo parece pois como confiar em números apresentados e promessas de dívidas equacionadas depois do que se apresentou após a saída do Peter?), peca pela falta de conhecimento de futebol.

E, depois dessa semana conturbada envolvendo o presidente, como sustentar uma gestão que não mostra resultado dentro de campo e ainda por cima joga o nome do clube na lama ao se envolver em escândalos?

Muito difícil.

O Fluminense parece preso em uma espiral de merda onde foi metido pelo ego de gente que passa e passou pela sua direção.

É só dar uma olhada rápida nas redes sociais pra ver o que os torcedores estão falando da Flusócio e da gestão Abad.

Será que terão a empáfia de mais uma vez diminuir o grito que vem da arquibancada e adotar um discurso vitimista pra se esconder atrás das péssimas decisões que vêm tomando ano após ano?

O pior é que já sei a resposta, infelizmente…

DEVOLVAM O NOSSO TRICOLOR. 

No mais, VENCE O FLUMINENSE!!!

Toni Moraes



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  • Thiago A.

    Assino embaixo, e como foi dito no texto, merda nos bastidores sempre teve, mas na época do tri e do tetra tinha dinheiro, e isso abafou muitas coisas escusas no clube. Agora que a torneira fechou amigo, só pedindo a bênção do João de Deus pra no salvar pq 2018 vai ser difícil, muito difícil.

  • Bruno Costa

    Reflexo do pior presidente, da pior diretoria e do pior partido político que já esteve no Flu. Se não mudar tudo na cúpula, a tendência é de um 2018 muito pior que esse medíocre 2017.

  • Sidnei Carlos Duarte

    Sidator says: Ótimo artigo. Só merece, apenas, um reparo: PERDE O FLUMINENSE!!!