Todos nós queremos paz, mas…




Se o Fluminense tivesse uma gestão que passasse credibilidade ao seu torcedor, eu até nem criticaria a performance do nosso futebol em 2017. Tudo bem, não temos um grande elenco, mas analisando friamente, há bons valores, em especial, do meio para frente. E é aí que entra a importância de uma gestão sólida, que inspire confiança não somente ao seu torcedor, mas também, aos seus funcionários. Qual o planejamento para 2018? Manteremos os nossos melhores jogadores?   

Recentemente, testemunhamos desabafos do Henrique Dourado, Marcos Junior, Gustavo Scarpa e Abel Braga com relação a alguns problemas internos e até cobranças de uma melhor organização e planejamento para a próxima temporada. Infelizmente, o futebol do Fluminense ficou largado ao Deus dará em 2017. 

Abel Braga, que foi o maior escudo de uma gestão na história do futebol mundial, ficou devendo um trabalho melhor, mas darei um desconto pelo fato de ter tido que “se virar nos trinta” com tantas lesões, venda do melhor jogador da equipe, inexperiência de muitos jogadores e o principal: sucessivos atrasos salariais. Apesar dos problemas, dava para o Fluminense ter conquistado uma vaga na Pré-Libertadores. Basta fazer um levantamento rápido de quantos moles essa equipe deu com gols sofridos nos minutos finais do jogos. Recentemente, o Explosão Tricolor fez um levantamento que apontou que deixamos de ganhar nove pontos em cinco jogos que estávamos com as vitórias nas mãos. 

Sobre o jogo contra o Atlético-GO, muita disposição e correria, mas pouco futebol. Mais uma atuação apática do Sornoza. Com relação ao Gustavo Scarpa, o nosso camisa dez errou muito, mas deu assistência e ainda criou duas excelentes chances. O Wendel, que deve ter feito sua despedida, foi o melhor em campo e marcou um belo gol. Já o Henrique Dourado, tentou de tudo para se isolar na artilharia, mas não era o dia dele. Sobre o Léo Pelé… Deixa pra lá. É o Léo Pelé, né? 

Apesar do empate com o lanterna do Campeonato Brasileiro, garantimos a vaga na Copa Sul-Americana. Mal ou bem, já é uma garantia de receita que entrará em 2018. Na edição deste ano, cada equipe que disputou a primeira fase recebeu US$ 250 mil (cerca de R$ 750 mil). Além da questão financeira, o lado positivo é que disputaremos uma competição continental pelo segundo ano seguido. Isso é bom para deixar os jovens com a casca mais grossa.

Difícil fazer qualquer previsão para a próxima temporada. O pior de tudo é que o torcedor tricolor passará o final de ano bastante triste com tudo que viu em 2017 e sem esperança alguma de que 2018 será diferente. Pior que a péssima performance nos gramados é a total perda da credibilidade. E isso a arquibancada tricolor já deixou bem claro. 

Paz? Todos nós queremos, mas isso terá que partir de quem comanda o clube. Ninguém mais cai no papo furado de uma falsa vitimização que está mais manjada que o caminhão de gols sofridos pelo alto nesta temporada. Até quando insistirão em enganar a torcida? Essa postura já virou algo doentio e certamente é o que mais irrita grande parte da torcida tricolor. Os caras foram desmentidos publicamente até pelo presidente Pedro Abad na última sexta-feira. Chega!  

Sobre o problema envolvendo o presidente Pedro Abad, Torcidas Organizadas, Ministério Público e Polícia Civil, mantenho a minha postura de só opinar após a divulgação de maiores detalhes sobre a investigação. De qualquer forma, o próprio presidente já admitiu a possibilidade de sofrer consequência penais. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Lamento muito que isso tudo esteja ocorrendo e acho que não podemos julgar ninguém sem ter maiores detalhes e, principalmente, provas. É preciso ter muito equilíbrio e responsabilidade nessas horas. 

No restante, espero que essa galera pare de fazer beicinho de menino mimado e calce as sandálias franciscanas da humildade por um Fluminense vencedor, independente e forte.  

Forte abraço e Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo 



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  • Thiago A.

    Mais um ano decepcionante e desmotivador e pelo que vejo 2018 não vai ser diferente, não com essa gestão atual, diga-se flusócio.

  • Bruno Costa

    Se não mudar a cúpula, não mudará nada em campo. 2018 tende a ser pior que 2017.

  • Lucas Rocha

    “No restante, espero que essa galera pare de fazer beicinho de menino mimado e calce as sandálias franciscanas da humildade por um Fluminense vencedor, independente e forte” .
    Bem que o Scarpa podia ler isso em …

  • waldo

    Abad é o pior idioma que elegemos em toda a história do Fluminense.

    Com este homem sem imaginação e capacidade de achar saídas para nossa limitação orçamentária estamos fadados a 3 anos de insucessos.

    E o medíocre ainda vai sair dizendo que fez alguma coisa.