Fluminense é hoje uma “ação entre amigos”, critica Lindinor Larangeira




Lindinor Larangeira solta o verbo contra Zubeldía, expõe bastidores do elenco e cobra o presidente do Flu. Leia!
Foto: Fluminense

Em forte coluna, Lindinor Larangeira critica postura do elenco contra o Mirassol, aponta suposto atrito entre Zubeldía e Lucho Acosta e questiona centralização política: “Total ausência de comando”.

Por Lindinor Larangeira

Mais uma atuação constrangedora do Fluminense Football Club. O time apresentou um misto de descompromisso, preguiça, desorganização e, com raras exceções, falta de vergonha na cara. Desse modo, a derrota para o Mirassol, que não é nem uma pálida sombra do bom time do ano passado, escancarou de vez o grande problema do clube das Laranjeiras. Seja dentro ou fora de campo, a instituição sofre com a total ausência de comando.

Nas quatro linhas, o técnico Luis Zubeldía sinaliza ter perdido qualquer autoridade ou lucidez. A exótica substituição de Lucho Acosta por Germán Cano é uma clara demonstração disso. O treinador não sabe mais o que faz em um elenco que aparenta estar dividido. O comandante argentino perdeu o vestiário. Por isso, ele deveria perder o emprego.

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Afinal, quem é o presidente de fato?

O presidente de direito, eleito por expressiva votação, é Mattheus Montenegro. Contudo, será que ele é mesmo o presidente de fato? Se realmente é, a diretoria está demorando muito para demitir a comissão técnica. Além disso, a vassourada não deveria parar por aí. Os gestores de futebol, Mário Bittencourt e Paulo Angioni, também deveriam sair. Da mesma forma, a comunicação chefiada por Ronaldo França deveria fazer companhia a Zubeldía nesta barca.

Porém, seria ingênuo acreditar que tudo isso vá acontecer. A depender do resultado de quarta-feira na Libertadores, apenas a comissão técnica, talvez, seja dispensada.

Lindinor Larangeira solta o verbo contra Zubeldía, expõe bastidores do elenco e cobra o presidente do Flu. Leia!
Foto: Divulgação

Título da Libertadores de 2023 não pode ser salvo-conduto

Para boa parte de nossa torcida, a histórica vitória na CONMEBOL Libertadores de 2023 serve como salvo-conduto para as inúmeras bobagens da gestão. Em 2024, quase sofremos a humilhação suprema de um rebaixamento no Brasileirão. Nesse sentido, o sinal de alerta não foi entendido pelo ex-presidente e atual diretor-geral.

No ano seguinte, a manutenção de Mano Menezes foi uma afronta. Posteriormente, Renato Gaúcho viveu bons momentos, como na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, mas depois caiu na mesmice.

Zubeldía assumiu e deu uma injeção de ânimo no elenco. No entanto, o argentino agora aparenta ter caído na mesma pasmaceira da reta final de Renato. O gaúcho ao menos teve a dignidade de pedir o boné. Por outro lado, o argentino dá mostras de estar mais interessado em forçar a demissão para receber a multa rescisória.

A república do compadrio e a situação do elenco

Transparência, competência e profissionalismo são palavras que não cabem na mesma frase que tenha o nome do clube. O Fluminense é hoje uma verdadeira ação entre amigos, em que o compadrio dita o ritmo. Quem critica esse modelo arcaico e patrimonialista de gestão acaba tratado como inimigo do rei.

O episódio da patética coletiva após o jogo em Mirassol foi um desrespeito à imprensa e, sobretudo, à torcida. Afinal, quais seriam hoje os titulares incontestáveis? Em minha opinião, apenas Fábio, Martinelli e Lucho Acosta. Além disso, um passarinho me contou que o baixinho argentino entrou em rota de colisão com o treinador.

Outros que vejo como titulares no momento são Hércules, John Kennedy e Canobbio. As laterais só não são mais problemáticas do que a zaga. Portanto, temos um elenco desequilibrado e mal montado. Enquanto isso, o discurso para justificar o sucateamento de Xerém segue forte. O pacto de desvalorizar a prata da casa e trazer jogadores medianos continua ativo.

Como tricolor “nato e hereditário”, torço por um milagre na quarta-feira. Só não deixarei de criticar aqueles que se acham donos do clube e acreditam que podem tratar a torcida como gado.

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Sobre Vinicius Toledo 1577 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!