Flusócio se manifesta sobre renúncia de vice-presidentes




Na última quinta-feira, cinco vice-presidentes da coalizão Unido e Forte deixaram a gestão do presidente Pedro Abad. Cacá Cardoso (vice geral), Diogo Bueno (vice financeiro), Michel Pachá (vice jurídico), Idel Halfen (vice de marketing) e Sandor Hagen (vice de governança) entregaram seus cargos.

Neste sábado, por meio de seu site oficial, a Flusócio, principal grupo político de apoio à gestão de Pedro Abad, se manisfestou sobre a saída dos dirigentes. Através de um texto, a Flusócio fez críticas ao grupo Unido e Forte. Confira a íntegra abaixo:

“Ser vidraça não é fácil

A Flusócio existe há 15 anos, é um grupo 100% oriundo das arquibancadas. Durante esse tempo lutou, acertou, errou e aprendeu. Sempre deixamos claro por meio dos nossos canais digitais o que o grupo pensa, mostrando a importância que merecem atividades como as categorias de base (Xerém), infraestrutura (CT), responsabilidade e planejamento financeiro (Profut, Ato Trabalhista, entre outros), democratização das eleições do clube (sócio futebol), captação de novas receitas (patrocinadores e ativações para atrair mais sócios), reorganização administrativa (contratação E&Y), reconhecimento da história do clube (expansão do Flu-Memória e produtos institucionais), reforma da estrutura para os Esportes Olímpicos (ginásio, parque aquático), entre outras. Sempre buscamos o melhor para o Fluminense.

Para a eleição de 2016, a chapa Fluminense Unido e Forte (FUF), até então último colocada nas pesquisas, se apresentou para uma aliança com a nossa candidatura Pedro Abad, que aglutinava uma união composta por Flusócio, Esportes Olímpicos e aliados independentes de Peter Siemsen e Pedro Antônio. Dentro da filosofia de sempre tentar o melhor para o Flu, e apesar de Pedro Abad liderar todas as pesquisas com folga, optou-se pela união com a FUF levando em conta o aceno de quadros capacitados e a promessa de networking diferenciado, que poderiam trazer investimentos para o clube.

Na composição da diretoria, a FUF ficou com pastas importantes como a Vice Presidência Geral, a pasta de Finanças (essencial num clube que necessita rolar e alongar sua dívida de curto prazo e elaborar soluções financeiras contra a crise econômica que atravessa), o Marketing (pasta responsável por elaborar campanhas de atração de novos sócios e geração de novas receitas), Governança Corporativa (para apoiar a reorganização administrativa), a Presidência do Conselho Fiscal e 60 cadeiras no Conselho Deliberativo. Posteriormente, foi cedida também ao grupo aliado a Vice Presidência Jurídica.

Foi com a ocupação destes cargos essenciais que a chapa Fluminense Unido e Forte participou da gestão Abad desde o primeiro dia do mandato. Mas decorridos quase 1 ano e meio de gestão, os contatos prometidos durante a campanha não se transformaram em resultados práticos.

Lamentamos o modo intempestivo como os vice presidentes deixaram suas pastas, mas entendemos também que é algo praticamente impensável continuar trabalhando tendo sua base de apoio se posicionando publicamente contra a gestão na qual trabalhavam. Uma situação, no mínimo, inusitada.

A Flusócio seguirá em frente, apoiando o presidente Pedro Abad e todos que quiserem ajudar na busca pelo melhor para o clube. Sempre que enxergamos alguma possibilidade de gente de fora do nosso grupo agregar ao Fluminense, esqueceremos diferenças e abraçaremos, tentando caminhar juntos. Às vezes dá certo, outras não.

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