Governo federal e clubes articulam linha de crédito de até R$ 20 bilhões pelo BNDES para reestruturação financeira diante do cerco às bets.

Por Redação Explosão Tricolor
O cenário político e econômico do esporte nacional vive horas decisivas. O Governo Federal e os clubes brasileiros avançam rapidamente nas discussões para criar uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões. O montante é destinado à reestruturação financeira de equipes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).
A proposta ganhou força máxima nos bastidores diante da possibilidade real de restrição ou proibição das atividades das casas de apostas esportivas no país. O projeto, apelidado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, prevê a participação ativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Como funcionará o crédito?
O formato principal visa disponibilizar empréstimos com juros abaixo das taxas praticadas pelo mercado. Dessa forma, os clubes poderão substituir dívidas onerosas de curto prazo por novos financiamentos de longo prazo.
Os principais pontos do desenho em discussão estabelecem:
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Sem perdão de dívidas: Trata-se de empréstimo, e não de anistia.
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Prazo estendido: Pagamento em até 20 anos, com carência de dois anos para o início das parcelas.
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Risco bancário: O risco das operações ficará com os bancos comerciais habilitados, sem recair diretamente sobre a União.
Regras rígidas de utilização
Os recursos não poderão ser livremente gastos pelas diretorias. A linha de crédito terá destinação restrita e fiscalizada, focando em:
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Pagamento de dívidas trabalhistas e direitos de imagem.
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Quitação de débitos com a Receita Federal, INSS e FGTS.
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Substituição de empréstimos bancários caros.
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Pagamento de dívidas cíveis e investimentos na base.
O dinheiro está proibido de ser empregado em salários correntes, contratações de jogadores ou distribuição de lucros a donos de SAFs. Inclusive, há a possibilidade de os valores irem direto para os credores, evitando o trânsito pelo caixa dos clubes. O descumprimento das regras provocará o vencimento antecipado da dívida e a expulsão imediata do programa.
As articulações contam com a CBF atuando como mediadora, enquanto dirigentes monitoram os desdobramentos da medida em Brasília para blindar as finanças do esporte.
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