A diretoria do Fluminense precisa ser cobrada

Os investimentos feitos nas últimas temporadas exigem uma análise mais rigorosa diante do baixo retorno esportivo de parte significativa dos reforços.




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Foto: Marina Garcia / Fluminense FC

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Por Leandro Alves

Os anos passam, e o Fluminense continua desperdiçando dinheiro em contratações. Falando especificamente da diretoria comandada pelo presidente Mattheus Montenegro, chama atenção a quantidade de investimentos que, até aqui, não entregaram o retorno esperado.

Poucos reforços terminaram o ano em alta

Dos oito atletas anunciados pelo clube em 2026, apenas dois caminham para terminar a temporada em alta: os zagueiros Thiago Silva e Julián Millán.

Thiago Silva, porém, é um caso à parte. Todos sabiam que dificilmente sua contratação daria errado. O defensor estava livre no mercado, possui identificação com o Fluminense e escolheu retornar ao clube para encerrar a carreira.

Hulk e Castillo simbolizam baixo retorno

Dois nomes se destacam quando analisamos a relação entre investimento e retorno esportivo: Hulk e Rodrigo Castillo.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o veterano recebe cerca de R$ 2 milhões por mês no Fluminense. Pelo que apresentou desde sua chegada, especialmente na reta final da temporada, seu desempenho está muito abaixo do que se espera de um jogador com esse nível salarial.

O caso de Rodrigo Castillo é ainda mais preocupante. O centroavante custou R$ 66 milhões aos cofres tricolores e se tornou a contratação mais cara da história do Fluminense. Dentro de campo, porém, o rendimento está muito distante do investimento realizado.

Com limitações técnicas evidentes, o argentino soma apenas cinco gols em 30 partidas pelo Time das Laranjeiras.

Sua contratação também passou a impressão de ter ocorrido de forma apressada e sem o planejamento necessário, às vésperas do fechamento da primeira janela de transferências.

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Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Outros reforços também ficaram devendo

Ainda podemos citar nomes como Jemmes, Guilherme Arana e Savarino, jogadores que exigiram investimento do Fluminense e não conseguiram apresentar um desempenho plenamente satisfatório ao longo da temporada.

Quando olhamos para 2025, o cenário também não melhora muito. A direção então comandada por Mário Bittencourt realizou investimentos elevados em jogadores como Soteldo e Canobbio, que passaram a integrar a lista das contratações mais caras da história do clube.

O Fluminense precisa ser mais eficiente no mercado

O fato é que o Fluminense tem apresentado pouca eficiência na contratação de reforços. É impressionante a quantidade de dinheiro investida em jogadores que chegaram cercados de dúvidas e terminaram sem entregar o retorno esperado.

E o cenário para 2027 preocupa ainda mais. A tendência é que o clube tenha menos recursos disponíveis para reforçar o elenco e, com isso, precise iniciar a próxima temporada mantendo grande parte do atual grupo.

Esse contexto aumenta ainda mais a responsabilidade da diretoria nas decisões de mercado. O Fluminense não pode continuar errando tanto em contratações.

Se o clube deseja competir em alto nível e manter sustentabilidade financeira, precisa gastar melhor, planejar melhor e, acima de tudo, cobrar responsabilidade de quem toma essas decisões.

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Leandro Alves - Explosão Tricolor realiza cobertura jornalística do Fluminense desde o final de 2014.
Sobre Leandro Alves 1 Artigo
Leandro Alves atua como colunista e redator do Explosão Tricolor desde 2015, produzindo conteúdos, análises e opiniões sobre o Fluminense.