Lei x Moral




Foto: Fluminense FC

Quem tem um pouco de acesso aos bastidores do clube, sabe que o Gustavo Scarpa estava insatisfeito no Fluminense há tempos. No final de 2016, ele estava doido para acertar com o Palmeiras, mas a diretoria resistiu. Um ano depois, o próprio Scarpa resolveu aprontar com o Fluminense. Está de acordo com a lei? Pelo que foi noticiado, sim. E a questão moral? Pois é, a questão moral também não pode ser deixada de lado nessa história.

Segundo a diretoria, o elenco foi comunicado no mês passado que o clube quitaria as dívidas até o final de janeiro. Ainda em dezembro, o Fluminense deixou de fechar uma negociação com o Palmeiras graças ao Gustavo Scarpa, segundo foi informado pelo conceituado jornalista Paulo Vinicius Coelho, do portal UOL e canal Fox Sports. Correndo contra o tempo, o clube acelerou a negociação com o Sporting para vender o Wendel com o objetivo de quitar todos os débitos com os jogadores.

No dia 22 de dezembro, o nosso camisa dez resolveu entrar na Justiça para cobrar a dívida do clube e pedir rescisão de contrato com o Fluminense. De acordo com a lei, a ação movida pelo atleta é justa, mas ao mesmo tempo é muito cruel se considerarmos todo o histórico da relação profissional do Gustavo Scarpa com o clube. Alguns podem até me questionar, mas ainda sou daqueles que conservam alguns valores nobres da vida como gratidão e respeito, duas coisas que o Scarpa parece ter jogado no lixo. 

E a diretoria do Fluminense nessa história? É óbvio que não deixaria de falar do presidente Pedro Abad e toda a sua turma. Sei que quem deve sempre estará errado, mas o outro lado da história foi avisado de que tudo seria resolvido até o final do mês. Na minha visão, a diretoria pecou por um único motivo: confiar na boa fé do Scarpa e dos agentes. Sabedora do histórico recente da empresa que agencia o jogador, o clube não poderia dar brecha alguma para levar uma punhalada nas costas. 

Sei que todos têm o direito de receber, mas na situação em que o Fluminense se encontra, os ativos mais valiosos deveriam ser preservados com zelo máximo. O meio do futebol mostra que todo cuidado é pouco. E a diretoria bobeou feio num meio de tantas ratazanas, raposas e piranhas velhas. Não zelar por alguns milhões de euros foi uma grande irresponsabilidade que só comprova o amadorismo dos nossos dirigentes. Quantos milhões de euros poderemos perder nessa história?   

Segundo alguns especialistas, Scarpa tem tudo para ganhar a causa, mas fica uma esperança de 0,01% da questão moral pesar na decisão final. O mais lamentável de tudo é que a Instituição Fluminense Football Club fica com a imagem cada vez mais fragilizada no cenário nacional. Esse apequenamento institucional é a nossa maior derrota.

Infelizmente, o clube não tem força alguma nos bastidores de todas as esferas políticas e comerciais. Para piorar a nossa situação, temos um Conselho Deliberativo que só diz “Amém” e uma oposição política que ainda não possui uma identidade que inspire confiança suficiente para promover uma verdadeira revolução nas Laranjeiras.

Pobre Fluminense… 

Forte abraço e Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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