Em coluna explosiva, Lindinor Larangeira classifica gestão como “fantoche”, critica insistência com Ganso e Samuel Xavier, e aponta crise fabricada para forçar venda da SAF.
Por Lindinor Larangeira
Eu acredito em milagres. Mas, infelizmente, está cada vez mais difícil acreditar no Fluminense. O show de horrores desta quarta-feira, no Maracanã, foi o retrato fiel do caos, da bagunça e da verdadeira casa de tolerância em que a diretoria transformou o clube.
A atuação da equipe, sobretudo no segundo tempo, foi a imagem e semelhança de dirigentes frouxos, incompetentes e absolutamente descompromissados com os rumos e com a história do Fluminense.
O espetáculo constrangedor do Maracanã
Do jogo, muito já se falou. O gol logo aos dez minutos criou a falsa impressão de que a reabilitação viria. Mas o Fluminense recuou sem explicação e convidou o Independiente Rivadavia para o jogo. O que se viu no segundo tempo foi um espetáculo constrangedor.
Se houvesse trilha sonora, seria a dos Trapalhões. A lambança protagonizada por Fábio, Canobbio e Samuel Xavier entra para o folclore negativo do clube. Depois disso, restou um time desorganizado, sem intensidade e uma torcida que, com toda razão, perdeu a paciência com o presidente Mattheus “Rubronegro” e o grito de “time sem vergonha”.
A “Banana” e os Fantoches
O ano que prometia foi comprometido por uma crise fabricada pela própria diretoria. Mattheus Montenegro, em menos de quatro meses, já conseguiu superar Pedro Abad como o mandatário mais “banana” da história tricolor. Ou toma atitudes drásticas, como afastar gestores comprovadamente incompetentes — falo de Mário Bittencourt e Paulo Angioni —, ou será lembrado como o primeiro presidente fantoche em mais de 120 anos.
Ídolos e o tempo implacável
O tempo é cruel, inclusive com ídolos. Samuel Xavier, Ganso e Cano foram fundamentais para a “Glória Eterna”, mas hoje não dá mais. Placa, homenagem, jogo de despedida e tchau. O Fluminense precisa de intensidade, algo que Ganso — gênio, mas lento — já não entrega em jogos de alta exigência.
Zubeldía também precisa reagir. Escalar o camisa 10 de saída foi irresponsável. O treinador precisa afastar medalhões e usar a base com responsabilidade, não jogando garotos como Wesley Natã aos leões em meio ao incêndio.
A Sombra da SAF: Crise por conveniência?
Pode soar conspiratório, mas a crise parece ter sido trazida para dentro do clube de forma abrupta. Não haveria interesse em criar o ambiente perfeito para vender a “solução mágica” da SAF?
A proposta apresentada até agora é péssima e lesiva. Beneficia apenas quem se acha dono do clube. É o mesmo grupo que quer investir “migalhas” no Fluminense enquanto injeta quase um bilhão em hotel no terreno do rival. Chamá-los de tricolores apaixonados é deboche; são apaixonados pelo dinheiro.
O milagre de La Paz
Agora, só com muita reza. O espírito do “Time de Guerreiros” foi substituído por uma equipe sem brio, à imagem e semelhança da diretoria. Vencer na altitude de La Paz, com esse futebol e esse clima, beira o impossível. Mas, como eu disse: eu acredito em milagres. No Fluminense atual, é só o que nos resta.
Notas Rápidas
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Base: Se queimou Wesley Natã, Zubeldía agora deve dar chances reais a Júlio Fidélis e Davi Shuindt.
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Negócio Obscuro: A saída de Agner para a MLS cheira mal. Mais um negócio estranho desta gestão.
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Diga Não à SAF: O sócio precisa comparecer em massa para rejeitar essa traição à história tricolor.
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