Marcão assume como o “Pacificador” do Fluminense, resgata a tranquilidade do elenco, mas o colunista alerta para a omissão da diretoria e a urgência por reforços.
(por Lindinor Larangeira)
Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, é o Patrono do Exército Brasileiro e uma das figuras militares e políticas mais importantes do Império do Brasil. Ele recebeu o título de ” O Pacificador” por conter grandes revoltas que ameaçavam a unidade do país, durante o Período Regencial e o Império.
Marco Aurélio de Oliveira, o Marcão, ex-jogador e ídolo da torcida, auxiliar técnico permanente do Fluminense Football Club. Após a vitória de virada contra o Remo, foi efetivado como treinador até o final deste ano.
Justo reconhecimento a quem é uma pessoa nobre, mesmo sem ter o título de Duque. Mas que, no atual momento tricolor, como Lima e Silva, faz juz ao título de “O Pacificador”. Pois, com seu sorriso, simpatia e serenidade, devolveu a alegria de jogar e a tranquilidade ao elenco do Fluminense.
Não precisa ser um gênio da estratégia: basta fazer o simples
Caxias se destacava por sua genialidade na estratégia militar. Marcão tem mostrado que, na guerra do futebol, basta fazer o simples. Dar motivação e tirar o melhor dos atletas.
Coisas básicas como fazer substituições no intervalo do jogo, para, além de não queimar uma parada, dar mais tempo ao jogador de sentir a partida. Escalar quem estiver melhor. Seja física, ou tecnicamente. Ou, em um clube que tem uma das melhores bases do futebol brasileiro, usar a molecada, são atitudes, que, mesmo aparentemente óbvias, estavam em falta no Fluminense.

Time de Guerreiros. Diretoria de frouxos
Em campo, o grupo comandado por Marcão, no banco, e por Thiago Silva, no gramado, aos poucos retoma a mística do Time de Guerreiros.
Fora das quatro linhas, não se pode falar o mesmo da diretoria. Novamente, o Fluminense foi claramente prejudicado por mais uma arbitragem tendenciosa. O pênalti claro não marcado em Soteldo. Os critérios diferentes na marcação de faltas, com rigor na aplicação de cartões de um lado, e estranha parcimônia de outro, beirou a algo bastante suspeito.
Os dirigentes do clube não podem se omitir. Afinal, fidalguia e pusilanimidade nunca foram sinônimos.
Reforços são necessários
Outra questão que cabe aos gestores é perceber que esse elenco precisa ser fortalecido. O time tem criado bastante. Apresentado bom volume de jogo. Mas na hora da definição falta qualidade. É preciso qualificar as pontas. Ter um primeiro volante forte na marcação. E com a ausência de John Kennedy, e, ao que parece, o caríssimo erro da contratação de Castillo, trazer um 9 que seja mais uma opção de ataque.
Esse grupo está provando que pode. Cabe aos dirigentes investir em contratações que agreguem ao elenco, e não em rasgar o dinheiro do clube.
O time em campo e a torcida na arquibancada estão fazendo a sua parte. A bola está com a diretoria.
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