Para a colunista, a diretoria do Fluminense traiu seu maior patrimônio ao se curvar à CBF e ao Flamengo, instalando um clima de desrespeito que afeta diretamente o rendimento do elenco.
A crise no Fluminense ganhou contornos éticos e humanos após o conturbado adiamento do clássico contra o Flamengo. Em sua coluna no UOL, a jornalista Milly Lacombe fez uma análise contundente sobre as explicações dadas pela diretoria aos representantes das torcidas organizadas na porta do CT Carlos Castilho. Para Milly, o argumento de que era “melhor concordar com a CBF” revela uma diretoria que não entendeu o básico: a gestão de pessoas.
A prioridade invertida
O ponto central da crítica é a escolha da diretoria em não “brigar” com a CBF, mesmo sabendo que o adiamento prejudicaria o planejamento do elenco e revoltaria a torcida. Milly argumenta que a liderança deveria ter se posicionado contra a mudança, mesmo que a CBF decidisse o contrário no final.
“Em respeito ao planejamento, ao elenco e à torcida… a diretoria estaria fechada com seu maior patrimônio”, escreveu a colunista. Ao aceitar passivamente, a gestão Mattheus Montenegro (e a sombra de Mário Bittencourt) escolheu o lado da entidade e do rival, deixando jogadores e torcedores desamparados.
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O fator humano no futebol
A análise toca em um ponto que muitas vezes o torcedor ignora na hora da raiva: a motivação. Segundo Milly, o elenco não está fazendo corpo-mole, mas sim reagindo a um desrespeito escancarado. “Qualquer pessoa desrespeitada não vai conseguir trabalhar devidamente motivada ou em alta potência. Não somos objetos; somos seres humanos”, pontuou.
O Fluminense, que vinha executando um bom trabalho e jogando bem, agora se vê mergulhado em um caos criado não pelo campo, mas pela própria sala da presidência.
O “Problemaço”
Sendo assim, o veredito de Milly Lacombe é sombrio para o futuro imediato do clube. Se a diretoria não assume o erro e continua colocando a política de bastidores acima do bem-estar de quem entra em campo e de quem paga o ingresso, a recuperação torna-se quase impossível. “Podemos nos proteger do caos que vem de fora. Mas não temos como nos proteger do caos que vem de dentro criado por aqueles que deveriam estar liderando”.
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