MP das bets ignora tratamento de viciados e clubes buscam alternativas em Brasília

Falta de ações para dependentes químicos, reuniões de federações e riscos de indenizações bilionárias movimentam os bastidores jurídicos do esporte.

Especialista critica MP das bets por ignorar saúde pública

Especialista aponta lacuna de saúde pública em medida provisória que veta bets, enquanto Ministério do Esporte convoca clubes para reunião em Brasília.

Especialista critica MP das bets por ignorar saúde pública

A medida provisória editada pelo governo federal para vetar as apostas esportivas continua gerando fortes críticas e movimentando os bastidores do esporte. Em entrevista ao programa De Primeira, do Canal UOL, o advogado José Francisco Manssur apontou que o texto da MP ignorou completamente a questão da saúde pública e o tratamento de pessoas com ludopatia (vício em apostas).

Segundo Manssur, a medida não traz nenhuma linha ou parágrafo dedicada ao cuidado dos dependentes e ainda cortou a receita destinada ao Ministério da Saúde para essa finalidade.

“Vocês vão reparar: não tem um artigo na medida provisória para tratar viciados, não tem uma medida na medida provisória para cuidar das pessoas que estão viciadas, não tem uma ação, uma linha, um parágrafo. O Ministério da Saúde não é citado na medida provisória”, criticou o advogado.

Reuniões de clubes e alternativas jurídicas

Diante do impacto financeiro nos clubes, a Federação Paulista de Futebol realizou um encontro com equipes paulistas para apresentar informações jurídicas e alinhar canais de comunicação, embora sem formalizar uma ação conjunta imediata.

Em paralelo, o Ministério do Esporte convocou clubes e federações para uma reunião em Brasília com o objetivo central de discutir o fortalecimento do futebol brasileiro em meio ao cenário de crise econômica.

Possibilidade de indenizações

Participante ativo do processo regulamentado anterior, Manssur destacou que as empresas que investiram milhões em outorgas têm total legitimidade para buscar reparação judicial.

“As entidades que pagaram 30 milhões de reais por uma autorização de 5 anos, mais 5 milhões de fundos de receita […] também têm legitimidade para pleitear a retomada do que elas adquiriram ou a indenização”, pontuou o especialista.

Enquanto associações pressionam o Supremo Tribunal Federal (STF), gestores esportivos buscam saídas em Brasília para evitar um rombo histórico nas contas dos clubes.

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Sobre Vinicius Toledo 2105 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!

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