Na conta do Gravatinha e Marcos Felipe




Marcos Felipe (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Ufa, mas bota ufa nisso! O Fluminense voltou a vencer. Diante de todo o contexto recente, os três pontos conquistados na Arena da Baixada, em Curitiba, devem ser muito comemorados. Primeiramente, a distância em relação à zona de rebaixamento aumentou para oito pontos. Segundo, o time entrou no G8. Por último, encurtou a diferença para o G6. Até aí, tudo bem.

Porém, não há como tapar o sol com a peneira em relação ao desempenho do time. Conforme comentei no pré-jogo, gostei da escalação inicial mesmo achando que o Caio Paulista deveria começar no banco. A escolha pelo Jhon Arias para a vaga do Nonato sinalizou a intenção de aumentar o poder de criação e ofensividade do time. Isso deve ser reconhecido.

No entanto, o time não conseguiu levar tanto perigo. É bem verdade que o Fluminense teve boa posse de bola e até conseguia encostar no ataque, porém andou esbarrando no bloqueio defensivo paranaense. Em alguns momentos, Arias até procurou tabelas curtas com os atacantes, mas os paranaenses conseguiram interceptar a maioria deles. 

Os laterais tricolores quase não chegaram ao fundo, porém, em uma das raras escapadas, Samuel Xavier realizou o cruzamento que originou o gol contra do Zé Ivaldo. Enfim, o Gravatinha voltou a entrar em campo para delírio da ala antiga da torcida. Já para a ala nova, o gol cagado voltou com toda a força. Eu, particularmente, prefiro o herói literário criado pelo eterno gênio Nelson Rodrigues, pois faz parte de um Fluminense grandioso em todos os aspectos. Já o tal do “gol cagado” representa a mediocridade que vem imperando no clube ao longo dos últimos anos.

O jogo como um todo foi equilibrado e de muita marcação. Nas raras chances reais que o Athletico-PR teve, Marcos Felipe fez a diferença com excelentes defesas e muita segurança pelo alto. Baita atuação!

A atuação coletiva do Fluminense foi ruim, mas acredito que seja necessário apostar em uma sequência com o Marlon na lateral-esquerda e Arias no meio. No restante, deixaria o Caio Paulista no banco. De qualquer forma, a única certeza de momento é que o Marcão precisa fazer essa turma rodar melhor em campo.

Agora é aguardar o Fla-Flu, que certamente será muito comentado nos próximos dias…

Observações:

– Só para ratificar o que falei no texto: grande atuação do Marcos Felipe.

– O André impressiona cada vez mais por conta do seu grande senso de cobertura e tranquilidade absurda para sair jogando mesmo fortemente pressionado pelos adversários. Está no caminho certo para ter uma grande carreira, inclusive, na seleção brasileira. Espero que o Fluminense saiba potencializá-lo para entregar resultados esportivos e financeiros.

– David Braz emplacou mais uma boa atuação. Sou daqueles que pensam que futebol é momento. Sendo assim, com base nas atuações contra o Corinthians e Athletico-PR, acredito que a sua manutenção na zaga titular seja algo justo.

– John Kennedy não marcou gol, mas deu outra dinâmica ao ataque por conta de sua mobilidade. O garoto incomodou a zaga adversária com seus deslocamentos e velocidade. Também ajudou a pressionar a saída de bola e até na recomposição. Acredito muito que ele engrenará, caso tenha uma sequência de oportunidades. O Fluminense precisa apostar no garoto.

– A interpretação da arbitragem do VAR sobre o impedimento no lance que seria pênalti em cima do John Kennedy não me convenceu.

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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