A diferença entre Gravatinha e Sobrenatural de Almeida




Nelson Rodrigues



Toda vez que há algum jogo extremamente decisivo, muitos tricolores desenterram personagens literários de autoria do eterno Nelson Rodrigues. No entanto, ainda há quem confunda alguns deles.

Antes do jogo de volta contra o Corinthians, pela Copa Sul-Americana, publiquei um texto aqui no site sobre um diálogo celestial entre os saudosos Nelson Rodrigues e Careca do Talco. Foi uma bonita viagem, que fez muitos amigos e leitores se manifestarem nos comentários até de forma emocionada.

No diálogo celestial entre dois grandes símbolos da arquibancada verde, branca e grená, mencionei dois personagens da literatura rodrigueana: Gravatinha e Sobrenatural de Almeida. Porém, alguns comentários me chamaram atenção. Alguns leitores inverteram os papeis dos personagens, ou seja, o vilão virou mocinho e o mocinho virou vilão.

Sendo assim, me senti meio que na obrigação de publicar um texto para explicar os verdadeiros papeis dessa dupla que rendeu históricas crônicas de um dos maiores dramaturgos da história do Brasil.

Primeiramente, o Gravatinha sempre foi o protetor do Fluminense. Ele faleceu em 1958, por conta de uma gripe espanhola, entretanto, o nosso bravo guerreiro ainda vai ao estádio usando terno e gravata borboleta. Quando ele é visto em algum jogo, é sinal de vitória épica do Tricolor.

Já o Sobrenatural de Almeida é o grande vilão que joga contra, ou seja, faz de tudo para atrapalhar o Fluminense. Esse fantasma manipula resultado, dá um jeito de algum guerreiro pisar em falso, desvia a direção da bola e até distrai o juiz. Não tenho dúvida alguma de que ele é o grande responsável pela não utilização do VAR em alguns lances escancaradamente favoráveis ao Fluminense.

Contra o Corinthians, Gravatinha foi decisivo no lance do gol da vitória. No final do jogo, o zombeteiro do Sobrenatural de Almeida deu um jeito de fazer o juiz dar sete minutos de acréscimos. Alguém duvida?

É isso, meus amigos e minhas amigas, as definições dos papeis de dois lendários personagens do profeta Nelson Rodrigues estão aí. Tentei ser o mais sucinto possível, mas ainda darei uma viajada ao túnel do tempo para falar de forma mais ampla. Espero ter contribuído! Por hoje é só.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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