Novos rumos ou velhas práticas?




Felipe Melo e Mário Bittencourt (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)

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Tricolores de toda a terra, em primeiro lugar, gostaria de agradecer à família Explosão Tricolor por proporcionar-me expor um pouco do que penso e sinto quando o assunto versa sobre uma das minhas mais significativas paixões, o Fluminense, e desde já, afirmo que sinto-me extremamente honrado pelo convite, tendo em vista a bela história traçada pelo Portal Explosão Tricolor em todos esses anos.

Finda as devidas menções, vamos falar de Fluminense.

Então galera, vivemos um momento bem atípico enquanto tricolores, se considerarmos os últimos 5 anos, em que fomos acometidos por times muito ruins, falta de perspectivas, lutas constantes contra o rebaixamento, penhoras, etc.

Considerando o atual cenário, fomos tomados por uma enxurrada de Fluminense em todos os meios de comunicação. Da noite para o dia, viramos o “primo rico” do futebol brasileiro, quase um “Déjà-vu” dos tempos áureos de UNIMED.

Exageros à parte, não há que se negar que o time teve um salto de qualidade, entretanto de onde vem tanto investimento? Poderíamos citar o estanque das penhoras por consequência da liminar concedida ao clube que suspendeu as execuções trabalhistas ou a quitação de dívidas do clube, neste último caso, confiando na narrativa do presidente. Também poderíamos citar a dispensa de alguns jogadores como Abel Hernández, que resultou em um “alívio” da folha, mas de fato, as premiações surgem como a grande explicação para tal.

O grande problema, é que os novos contratos que estão sendo celebrados, possuem valores salariais bem expressivos, vide os valores do Felipe Mello, Cano e Bigode, por exemplo, muito acima dos valores base do elenco do ano passado. Além disso, as garantias financeiras são precárias, tendo em vista que uma liminar pode ser derrubada a qualquer momento, bem como o faturamento por conquistas desportivas vai depender do desempenho do time nas competições.

Confesso que tenho tentado me ater apenas ao campo e bola, e acreditar nas boas perspectivas que temos para este ano com o atual elenco, mas me atormenta o fantasma de outro  Déjà-vu, àquele da retórica enganosa, que vende austeridade, e nos deixa como realidade, a precariedade. Já vimos este filme muitas vezes amigos, e temos o total direito de ficar com os pés atrás. Quando indagado sobre o tema, o presidente afirmou que está tudo dentro do planejamento. Esperamos que realmente ele saiba o que está fazendo, e que esta não seja uma “velha prática” travestida de “novos ares”.

Leandro Quintella



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