Opinião: O Fluminense parou de “comprar o barulho” de Zubeldía?




Crise no Fluminense: Elenco, Zubeldía e silêncio da diretoria
Luis Zubeldía

Vinicius Toledo analisa a derrota para o Internacional e questiona a falta de liderança e os investimentos nebulosos da gestão tricolor.

Por Vinicius Toledo

O Fluminense perdeu para o Internacional por 2 a 0 no Beira-Rio, pela 14ª rodada do Brasileirão. Mas o resultado, por pior que seja, é apenas o sintoma de algo muito mais grave. Galera, é o seguinte: esse time está dando todos os sinais de que não fala mais a mesma língua do Luis Zubeldía. O elenco não parece mais “comprar o barulho” do treinador; não vemos mais aquele Fluminense mordendo na marcação e empenhado como víamos até pouco tempo atrás.

O buraco no meio-campo e a ausência de Ganso

Claro, os desfalques de Martinelli e, principalmente, de Lucho Acosta fazem uma falta imensa. O meio-campo é a alma do time e o Fluminense não tem peça de reposição. Entramos com Bernal e Alisson como volantes de ofício no esquema de três zagueiros, com Canobbio, John Kennedy e Soteldo na frente. Era óbvio que não ia arrumar nada.

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A falha do Jemmes no primeiro gol e o erro feio do Arana no segundo apenas sacramentaram o que já estava desenhado. E o que dizer do Ganso? Recebe uma fortuna e não serve para jogar contra um Inter em crise? O Fluminense precisando de elenco e de criação, e ficamos nesse vazio.

Crise no Fluminense: Elenco, Zubeldía e silêncio da diretoria
FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

O silêncio ensurdecedor da diretoria

O que mais preocupa é o desânimo total que emana do clube. Temos uma diretoria calada. Matheus Montenegro é o presidente eleito, mas falta carisma e liderança. Enquanto isso, Mário Bittencourt segue por trás das cortinas. Hoje ele é um funcionário remunerado do clube e não é cobrado por ninguém.

Fala-se de Zubeldía, de jogador, de preparador físico e até de arbitragem, mas o nome de Mário parece sagrado. Ele precisa ser cobrado! Foi ele o responsável por uma série de contratações no ano passado que pesam no balanço do clube.

O “milagre” Lavega e os R$ 9 milhões

Precisamos falar sobre o caso Joaquín Lavega. O dirigente do ex-clube do atleta, o River Plate-URU, chegou a dizer que foi um “milagre” o que aconteceu, pois o jogador sairia de graça e o Fluminense, em um ato de “generosidade”, botou quase R$ 9 milhões na mão deles. Gratidão eterna do River, mas e o Fluminense? O slogan era “Vamos por mais”, mas esse “mais” está saindo muito caro e entregando quase nada em campo.

Rumo a Mendoza

Amanhã de manhã embarco para Mendoza. Estarei lá na quarta-feira para acompanhar o Fluminense contra o Independiente Rivadavia. A missão é difícil, não pelo adversário, mas pelo próprio Fluminense. Espero que esse time tenha “colhão” e mostre, no mínimo, vontade e luta por cada dividida.

Vou tentar trazer um material legal para vocês, apresentando a cidade, a região dos Andes e os estádios locais, para tentarmos nos distrair dessa “lambança” que virou o futebol tricolor.

Forte abraço e ST

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Sobre Vinicius Toledo 1453 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!