Em coluna ácida, Vinicius Toledo analisa as carências do elenco tricolor expostas no Paraná e destaca a estreia segura do zagueiro Julián Millán.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Dei uma olhada na repercussão do empate sem gols entre Fluminense e Operário-PR, pela Copa do Brasil. Conforme comentei no artigo pós-jogo, o duelo foi de uma pobreza técnica enorme. Com o time esfacelado e ainda tendo perdido o Martinelli logo com cinco minutos de jogo, eu não esperava algo diferente.
Pessimismo? Não. Apenas a realidade.
Realidade esta que uma boa parte da torcida não aceita ou finge que não existe. Li comentários como “time sem alma”, “faltou vontade” ou “sem mentalidade de campeão”. A torcida é o maior patrimônio do clube, porém, discordo totalmente desses tipos de comentários. O problema em Ponta Grossa não foi atitude, foi limitação técnica e física.
O “freio de mão” e o meio-campo engessado
A escalação que o Luis Zubeldía colocou em campo já sinalizava que a noite seria ruim. Com Samuel Xavier e Renê nas laterais, o jogo não desenvolve. O primeiro não consegue mais fazer o jogo fluir pelo lado direito e ainda virou uma avenida. Já o segundo ainda é melhorzinho na defesa, mas é outra nulidade no apoio ao ataque.
No meio-campo, a entrada do Otávio após a lesão do Martinelli foi praticamente um “game over” para o Tricolor. O coitado do Hércules bem que tentou empurrar o time, mas com o Alisson como companheiro na armação, a missão ficou impossível. Na frente, Canobbio e Kevin Serna lutam muito, mas não sabem driblar e não conseguem resolver com assistências e gols. Com pontas que não criam, não tem centroavante que resolva.

Janela de transferências: A “limpa” necessária
Esse jogo contra o Operário serviu para escancarar que o elenco tricolor não é essa “Coca-Cola toda” que muitos achavam. O Fluminense completinho tem um bom time, inclusive em condição de brigar por uma das Copas, disso eu não tenho dúvidas. Porém, quando começa a ter que rodar o elenco por conta do necessário controle de carga, lesões e suspensões, a situação fica bem feia…
A próxima janela de transferências precisa servir para o Fluminense promover mais uma “limpa” e trazer reforços que realmente agreguem. Com esse elenco aí, o máximo que conseguirá é uma boa campanha no Brasileirão e olhe lá…
A boa notícia: Julián Millán
Para encerrar, um ponto positivo: Julián Millán estreou muito bem com a armadura tricolor. O colombiano foi bem no jogo aéreo e mostrou bom posicionamento, firmeza e segurança. Na segunda etapa, ele desarmou um adversário com um carrinho certeiro, se levantou rápido e iniciou a transição de jogo.
Impossível deixá-lo de fora. Não me surpreenderia se o Zubeldía mudasse o esquema de jogo para três zagueiros para acomodá-lo, mas isso é papo para outro dia…
Forte abraço e Saudações Tricolores!
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