Paciência




FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC



Todo mundo sabe que futebol é feito de resultado e que para a bola entrar na rede adversária, existe um conjunto de fatores que precisam andar redondo fora das quatro linhas. Mais uma vez, o Fluminense gastou a bola diante de um dos times mais badalados do país. A rapaziada do Diniz jogou muito, muito mesmo. Deu gosto de ver o time botando o Flamengo na roda, parecia até bobinho.

Infelizmente, o Fluminense não conseguiu sair do empate sem gols, no entanto, não dá para dizer que os jogadores não tentaram. A equipe criou bastante, mas esbarrou no Diego Alves, que, diga-se de passagem, foi o melhor jogador em campo.

Uma das maiores injustiças de 2019 é esse atual Fluminense estar na décima sexta colocação no Campeonato Brasileiro. Isso para não falar da eliminação na Copa do Brasil…

Sigo acreditando bastante no Fernando Diniz. Podem me chamar de maluco, mas esse é o meu sentimento de momento. O cara é trabalhador e acredita muito no que faz. Se hoje os resultados não estão aparecendo, não tenho dúvidas de que muito em breve eles aparecerão.

Enxergo o momento do Fluminense como uma verdadeira provação. Se ela terminará em breve, só o tempo dirá. Na verdade, dependerá muito mais da nova diretoria do que do próprio Fernando Diniz. Pagar em dia e contratar jogadores competitivos serão fundamentais para a sequência.

Voltando a falar sobre o Fla-Flu, gostei bastante das atuações do Caio Henrique, Allan e Danielzinho. Além do trio, quem também merece destaque é o zagueiro Frazan. Apesar da desconfiança de grande parte da torcida, o garoto mandou muito bem no clássico. Foi bem até na saída de bola. Isso é a prova maior de como o limitado elenco tricolor está muito bem treinado.   

Sobre o Paulo Henrique Ganso, não sei se ele conseguirá ser o camisa dez dos sonhos de grande parte da torcida. No entanto, é preciso ressaltar que ele está bem encaixado com o Allan e Danielzinho. O trio tem trabalhado muito bem na transição, criação de jogadas e até na marcação. A única crítica que tenho a fazer é a de que ele precisa calibrar a canhota na hora de finalizar. No Fla-Flu, só faltou jogar a bola lá na Radial Oeste.

Com relação ao futuro na temporada, a paralisação para a realização da Copa América será de extrema importância para a recuperação física do elenco e ajustes táticos. Por tudo que o Diniz desenvolveu até aqui, não tenho dúvida alguma de que, se deixarem o cara trabalhar e, principalmente, oferecerem condições minimamente aceitáveis, os resultados aparecerão no segundo semestre.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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