A crise do Fluminense não passa apenas pelas decisões de Luis Zubeldía. Desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo, vários jogadores importantes apresentaram uma queda acentuada de rendimento, cenário que ajuda a explicar o momento preocupante vivido pela equipe.
Por Leandro Alves
O técnico Luis Zubeldía está no centro da crise vivida pelo Fluminense na temporada 2026. De fato, o trabalho do treinador demonstra sinais claros de falta de rumo. No entanto, há outro aspecto que vem me preocupando bastante desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo: a queda acentuada de desempenho individual dos jogadores tricolores.
Poucos jogadores vivem bom momento
Hoje, é possível contar nos dedos de uma mão os atletas que atravessam uma fase positiva com a camisa do Fluminense.
No empate sem gols com o Independiente Rivadavia, por exemplo, apenas quatro jogadores tiveram atuações realmente boas: Fábio, Soteldo, Thiago Silva e Ignácio.
O dado chama atenção principalmente porque estamos falando de um elenco que, até pouco tempo atrás, tinha vários nomes em alto nível.
Queda de rendimento atinge nomes importantes
Não me recordo de uma queda de produção tão acentuada envolvendo tantos jogadores ao mesmo tempo no Fluminense. Lucho Acosta, Savarino, Canobbio, Guilherme Arana, Hércules, Martinelli… Todos apresentaram uma queda de rendimento preocupante.
Em alguns casos, essa piora aparece de forma ainda mais evidente. Lucho Acosta talvez seja o exemplo mais claro. O meia argentino, que já teve papel importante na equipe, atualmente está muito distante do futebol que conseguiu apresentar anteriormente.

Problema também passa por Zubeldía
É claro que parte dessa situação passa pelo trabalho de Luis Zubeldía. Quando o modelo de jogo não funciona, os jogadores sofrem diretamente. A equipe perde referências, passa a tomar decisões piores e encontra mais dificuldades para potencializar as suas principais características.
Além disso, uma sequência prolongada de resultados negativos naturalmente afeta a confiança do elenco. Quando a vitória não aparece, erros simples se tornam mais frequentes e jogadores que antes atuavam com segurança passam a demonstrar hesitação.
Cenário preocupa mesmo com possível mudança
Ainda assim, o cenário é assustador. Mesmo que o Fluminense decida pela saída de Zubeldía, uma eventual troca de treinador não resolverá automaticamente todos os problemas.
O próximo comandante, caso haja mudança, terá uma missão tão importante quanto reorganizar coletivamente a equipe: recuperar jogadores que, até pouco tempo atrás, eram protagonistas e referências técnicas do time.
Sem essa recuperação individual, dificilmente o Fluminense conseguirá voltar a apresentar um futebol convincente nesta temporada.
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