Um clamor pelo óbvio (ululante)




John Kennedy (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Salve, aristocrática torcida tricolor, estamos de volta para mais uma breve análise sobre o complicado momento do Fluminense, suas motivações, características e ramificações. Os problemas do Tricolor vão muito além do “campo e bola”, mas infelizmente desaguam diretamente no rendimento do time, irritando grandemente a este que vos escreve e claro, toda torcida. Na minha visão, o principal problema do departamento de futebol hoje é ausência total de coerência na administração do elenco profissional.

É impressionante como o Fluminense trabalha de forma errada seus principais produtos: futebol e formação de jogadores. Comecemos pela parte de formação, Xerém é um orgulho da torcida, um sucesso comprovado, e nossa única fonte confiável de qualidade técnica, além de garantia financeira para o clube. O futebol profissional é a outra parte, que hoje possui um comando centralizado, antiquado, egocêntrico e sem a devida transparência na relação com os empresários. O que ocorre é que a atual administração do clube ignora que o nosso principal produto é a formação de jogadores, não possui uma política de transição base-profissional ou um plano claro de carreira para jovens valores. Ou seja, o clube negligencia totalmente aquilo que poderia salvá-lo. Absurdo.

E isso nos leva diretamente ao outro produto: o futebol profissional. Por conta desse contrassenso monstruoso com a base, o problema estoura no time de cima: valoriza-se jogadores medianos e ruins, por causa do peso dos nomes ou supostas influências externas, sempre em detrimento dos óbvios talentos que poderiam resolver os problemas do time. “Mas Vitor Costa, dê nomes”! Jhon Kennedy, Matheus Martins, Wallace, Luan Freitas… Só pra citar alguns nomes da base que DEVERIAM estar ajudando o time, e por conta das razões supracitadas, não ganham os minutos merecidos. Enfim, sou só mais um torcedor descontente com o atual estado de coisas, falei apenas o óbvio, mas às vezes o óbvio deve ser GRITADO.

Óbvio ululante…

– O texto ficou muito grande, voltamos com o “óbvio ululante” na próxima.

Vitor Costa

(Twitter: vitorcosta1111, segue lá)



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