Não dá para perder tempo

A forma que o Fluminense perdeu para o Palmeiras no último domingo foi o estopim para explodir de vez a torcida tricolor, em especial, nas redes sociais. Até tentaram organizar um protesto na porta do CT, mas acabou não vingando. Aqui neste espaço, já desabafei tudo que tinha que desabafar contra comissão técnica, elenco e diretoria. Na verdade, fui apenas mais um de milhares de tricolores que estão preocupadíssimos com o futuro do Fluminense no Campeonato Brasileiro. 

Ao contrário das campanhas de 2015 e 2016, não temos gordura alguma para queimar. Nas duas edições anteriores, fizemos um primeiro turno razoável para depois fazer vergonha na reta final. Agora, faltam treze rodadas e há possibilidade de entrarmos no Z-4 já na próxima rodada. É ou não é para ficar desesperado? O meu desespero aumenta pelo fato de tudo ser demorado no Fluminense e, principalmente, pela falta de uma liderança que fale a linguagem da arquibancada e não fique pensando durante dez mil anos na ação a ser tomada para evitar o pior. Não é só no time que falta carisma, raça, atitude e outros sentimentos necessários para assumir a responsa e ir pra dentro do problema… 

Galera, estamos em guerra. Essa é a real! Não dá para brincar com fogo. Ainda temos alguns jogos no Maracanã contra concorrentes diretos. É mais do que necessário que uma verdadeira operação de guerra seja montada para entupir o Maracanã. Estádio lotado empurrando durante os noventa minutos não é garantia de vitória, mas dá força e confiança aos jogadores. Atmosfera favorável sempre ajuda nessas horas!

Sei que a massa está revoltada, tá soltando o verbo sem dó nem piedade, mas sejamos sinceros: a merda já está feita. Fazer com que isso aumente, só piorará as coisas pro Fluminense. A diretoria tem a obrigação de colocar ingresso com preço popular e a torcida tem a obrigação de comprar o barulho nos jogos que serão realizados no Maracanã. Como a atual gestão está distante da realidade do povão, vou falar aqui o significado de preço popular: R$ 20,00. Conforme falei na última quarta, para o negócio ficar bom pros dois lados, coloque a inteira por R$ 40,00 e quem comprar ingresso vestido com a camisa do Fluminense paga R$ 20,00. Tá ruim? Ticket médio de, no mínimo, R$ 20,00. Com 35/40 mil pagantes, o clube praticamente paga todas as despesas do estádio. 

Sobre as duas próximas rodadas, não tenho dúvidas de que cantaremos muito “A benção João de Deus”. Duas pedreiras das brabas, em especial, o Grêmio. Contra o Flamengo, que está com cara de fim de baile, dá até para tentar a sorte, desde que os pequenos detalhes não nos derrubem como nos outros Fla-Flus que ocorreram na temporada.

Vi a entrevista coletiva do Abel Braga concedida no treino de ontem. Confesso que fiquei preocupado com algumas declarações do nosso comandante. Achei que ele foi meio confuso em algumas situações, mas darei um desconto. Na semana passada, pegamos o mesmo voo para Quito. Eu estava aguardando a chamada sentado. Ele passou por mim e me cumprimentou com um sorriso meio triste. Falei com ele o seguinte: “Estaremos contigo em Quito, guerreiro!”. Eu e o meu amigo achamos o Abelão bastante abatido e com o olhar distante. Por mais que ele seja uma rocha, a porrada que ele levou da vida foi forte pra cacete. 

Espero que o Abel volte a ter o brilho nos olhos e recoloque o Fluminense no caminho das vitórias. Apesar dos problemas, o pulso ainda pulsa. A missão no Campeonato Brasileiro é totalmente viável. Já na Copa Sul-Americana, tudo pode acontecer, desde que os jogadores lutem durante os noventa minutos.

Ainda dá tempo de se livrar do sufoco e unir forças para tentar avançar pelo continente.

EXPLOSIVAS DO GUERREIRO:

Mudança I – O retorno do Diego Cavalieri é uma bola dentro. Solução dos problemas? Claro que não. Mas experiência nessas horas conta. Agora é com ele até o final e seja o que Deus quiser!

Mudança II – Sornoza pode reaparecer na equipe titular. Tem meu total apoio! Pode até não funcionar nos dois ou três próximos jogos, mas depois engrenará. O importante é dar ritmo ao jogador o mais rápido possível. Ele bem, o Fluminense cresce muito. 

Mudança III – O volante Richard pode aparecer entre os titulares no domingo. Pela atuação dele contra o Atlético-PR, acho válido. E eu barraria o Orejuela.  

Repercussão do último texto – Quando a gente exalta algo, todo mundo bate palmas, mas quando critica… Apareceu um birrumba da Flusócio para me fuzilar. Ora bolas, quer me censurar agora? Não levei em conta pelo fato de ser um birrumba, mas de qualquer forma, se alguém da coordenação do grupo quiser utilizar o espaço para direito de resposta, estarei inteiramente à disposição. Explosão Tricolor sempre foi democracia e as portas sempre estarão abertas. Para o birrumba, um recado final: RESPEITE PARA SER RESPEITADO. Discordar faz parte do jogo, mas a educação e elegância são primordiais.  

Torcida também é culpada – A torcida do Fluminense também é culpada. Não se associa e não procura saber de nada que ocorre no clube. Não deixa de ser um analfabetismo político de uma torcida que sempre foi exaltada pelo seu elevadíssimo nível cultural e inteligência diferenciada. Na última eleição presidencial, pouco mais de 13 mil sócios estavam aptos para votar. Quantos apareceram? Cerca de 4,5 mil. E aí? Dá para reclamar? Nesse aspecto, tenho que admitir que a turma da Flusócio e dos Esportes Olímpicos dão de goleada. Por isso foram imbatíveis nas últimas três eleições. Ainda falarei de forma mais ampla sobre o tema…   

Forte abraço e Saudações Tricolores

Vinicius Toledo

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