Em sua coluna, Vinicius Toledo analisa a situação do meia-atacante, que está emprestado ao Olimpia após custar R$ 30 milhões por 50% dos direitos; jornalista detona modelo de negócio da diretoria tricolor.
(Por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
E o Rubén Lezcano, hein? O jovem meio-campista do Fluminense Football Club segue amargando o banco de reservas do Olimpia, do Paraguai. No empate sem gols com o Vasco da Gama, em São Januário, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, ele entrou apenas aos 27′ da etapa final, não conseguindo mudar o cenário da partida.
Nos primeiros quatro meses de empréstimo, Lezcano atuou com desenvoltura, inclusive marcando gols e mostrando habilidade, conforme a imprensa paraguaia comentou na época. Porém, em maio, ele caiu de produção. Jornalistas locais comentam que o atleta “acusou o golpe” de ter ficado fora da lista definitiva do Paraguai para a Copa do Mundo. O jogador aceitou ir para o Olimpia justamente para ficar próximo da comissão técnica da seleção local, ou seja, o “investimento” pessoal dele foi por água abaixo.

Raio-X do Meia
Ao apurar sobre o momento de Lezcano, encontrei um corte de um programa de rádio paraguaio. Nele, um comentarista apontou os pontos fortes e fracos do jogador:
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Pontos Fortes: possui excelente controle de bola com o pé esquerdo, boa visão de jogo para passes em profundidade e capacidade de finalização de média distância.
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Pontos Fracos: não possui intensidade na marcação defensiva e ainda costuma ter oscilações bruscas de desempenho dentro de uma mesma partida.
Lezcano está emprestado pelo Fluminense até o dia 31 de dezembro de 2026. Já o vínculo definitivo com o Tricolor vai até o final de 2029. Ele chegou ao clube com status de promessa e custou US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões com base na cotação da época) por apenas 50% dos seus direitos econômicos.
A “Vitrine Reversa”
O modelo de negócio adotado pela diretoria — um empréstimo após um investimento desse porte — apenas sublinha a incapacidade da cúpula tricolor em dar um destino definitivo ou recuperar o capital investido.
Na prática, o Fluminense se torna uma “vitrine reversa”: compra caro e devolve para o mercado externo na esperança de que o jogador recupere o valor que o próprio clube não soube ou não teve paciência para aproveitar.
É mais um exemplo claro de como se rasga dinheiro no Fluminense…
Forte abraço e ST.
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