Lindinor Larangeira critica apatia tricolor na Venezuela e cobra postura de decisão: ‘O sinal amarelo está aceso’.
(por Lindinor Larangeira)
Frustração. Essa talvez seja a palavra que reflita melhor o sentimento da torcida tricolor após o jogo de estreia na Libertadores. Faltou vontade, faltou futebol e, sobretudo, faltou espírito vencedor.
Jogando em Caracas, no Rio ou em qualquer lugar, o Fluminense tem a obrigação de derrotar o Deportivo La Guaira. Mas, para ganhar, uma equipe precisa ter brio. O que me parece é que isso tem faltado ao time. Se quiser conquistar títulos de expressão na temporada, ou Zubeldía e seus comandados assumem a postura de que cada jogo é uma decisão, ou ficaremos, de novo, no “quase”.
O sinal amarelo está aceso. É preciso que todos — do goleiro ao ponta-esquerda, do roupeiro ao presidente — resgatem esse senso de urgência.
O Fluminense só não perdeu pela indigência técnica do adversário
Um time sonolento, preguiçoso e sem a criatividade de Lucho Acosta e Savarino. Resumindo o primeiro tempo em uma linha, foi isso que se viu. Apenas Hércules, Canobbio e John Kennedy pareciam não estar alheios ao jogo — embora o atacante tenha voltado a desperdiçar oportunidades que um artilheiro não pode perder. Fábio e a zaga apenas assistiam aos acontecimentos como espectadores privilegiados.
Na parte final, mesmo com as alterações, o panorama não mudou. Vimos um visitante sem imaginação e um time local que apenas se defendia, ajudado pela indolência e falta de capacidade de decisão dos brasileiros. Sobre a arbitragem, deixemos para a diretoria. Afinal, como reclamar de dois pênaltis não marcados após uma atuação abaixo do medíocre?

Senso de urgência e leitura de jogo, Zubeldía!
O treinador também tem sua responsabilidade. Em um jogo em que o adversário quase não incomodou, por que manter Renê e não tentar o ímpeto de Arana? Savarino não estava bem, mas ao menos não se omitia como Lucho Acosta, que fez uma partida lamentável.
Se falta espírito vencedor para o time, falta senso de urgência e leitura de jogo para o técnico mexer na hora certa, e não apenas na reta final das partidas. É necessário cobrar essa evolução.
Agora é reconstruir o velho espírito do Time de Guerreiros para brigar pelo bi da Libertadores. Que as lições de Caracas sejam aprendidas. Afinal, como diz o título de um dos livros de Roberto Freire: “Sem tesão não há solução”.
Notas rápidas:
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Altitude? – E olha que o jogo não foi em La Paz. Pelo ritmo lento do time, parecia que estávamos a 4 mil metros de altura.
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Virada de chave – Dois pontos foram jogados no lixo. É hora de mudar a postura e encarar o Fla-Flu como o que ele é: mais uma decisão.
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