Vinicius Toledo analisa a derrota humilhante para o Independiente Rivadavia, as falhas “amadoras” do sistema defensivo e critica o planejamento da diretoria: “Milhões jogados no lixo”.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor.
A “noite especial” de Conmebol Libertadores que todos esperávamos no Maracanã deu ruim. Muito ruim. O Independiente Rivadavia não precisou apresentar um futebol de encher os olhos para operar um “Maracanazzo”; bastou aos argentinos aproveitar falhas que beiram o amadorismo por parte do nosso sistema defensivo.
No primeiro gol, Samuel Xavier falhou, mas convenhamos: permitir uma linha de passe de cabeça dentro da pequena área é inaceitável. Foi o décimo segundo gol sofrido pelo alto em 2026. A defesa do Fluminense, pelo ar, é um convite ao perigo.
Já o segundo gol foi uma ode aos eternos “Trapalhões”. Fábio, com toda sua experiência, poderia ter esperado a bola entrar na área para dominá-la com as mãos. Preferiu sair para cabecear. Na sequência, Canobbio tentou devolver para o goleiro com outro toque de cabeça e armou uma bagunça onde Samuel Xavier falhou novamente. Dois lances, dois gols e mais gasolina em um incêndio de grandes proporções provocado, inicialmente, pela diretoria.
Não é à toa que vimos vários cartazes de repúdio ao presidente no estádio. E ainda tem uma meia dúzia que insiste em dizer que a “Internet” é a culpada pela crise…
A conta que não fecha
O Fluminense poderia ter evitado o desastre. No primeiro tempo, abriu o placar cedo e teve chances claras para liquidar a fatura. Mas, no futebol, quem não faz, leva. Agora, a matemática é cruel: em um grupo de Libertadores, vencer os três jogos em casa e o lanterna fora é obrigação. O Flu já está no vermelho e agora tem dois jogos duríssimos fora de casa: a altitude de La Paz contra o Bolívar e a pressão em Mendoza contra o próprio Rivadavia.
Dá para virar? Dá. Mas sem Lucho Acosta, o trabalho será hercúleo. O jogo desse time orbita o argentino; sem ele, o Fluminense perde verticalidade e se engessa em passes laterais inofensivos. Savarino é o substituto natural, mas ao tirá-lo da ponta, perdemos a nossa única “boa última bola”. Alguém realmente acredita que Serna ou Canobbio vão abastecer o centroavante com constância?
O custo da omissão
As carências do elenco, que alertei lá atrás quando a fase era boa, agora gritam. É revoltante ver milhões jogados no lixo por essa gestão. Como ignorar o caso de Soteldo? Um jogador que recebe mais de R$ 1 milhão por mês e vive no Departamento Médico sem nunca ter sido titular absoluto.
Sobre Luis Zubeldía: ele tem sua parcela de culpa, mas não é o vilão principal. Entretanto, sua leitura de jogo e a insistência em certas peças preocupam. O que falta para Julián Millán ganhar uma chance? A lateral-direita é um deserto técnico; por que não considerar o garoto Julio Fidelis, ao menos nos jogos do Brasileirão?
Sendo assim, o cenário atual exige que o treinador “tire um coelho da cartola”. Talvez a mudança para um 3-5-2, para dar proteção a essa defesa exposta e compensar a ausência do Lucho, seja o único caminho antes que a temporada escorra pelo ralo.
Forte abraço e ST!
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