Como será o amanhã do Fluminense?




Roger Machado (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

Com gol logo no primeiro minuto de jogo, e uma grande atuação até os trinta minutos iniciais, confesso que me iludi, mas ao mesmo tempo, fiquei com um pé atrás. O motivo da desconfiança era o de o time não sustentar a marcação alta, rápidas transições e boa movimentação. Sim, para quem não assistiu ao jogo, o Fluminense mandou e desmandou nos primeiros trinta minutos, inclusive, não seria exagero algum afirmar que o time poderia ter feito uns 2 ou 3 a 0 e, consequentemente, ter encaminhado até uma vitória. Não faltaram chances claras para ampliar o placar.

Pois é, infelizmente, a minha desconfiança começou a virar realidade após os trinta. Com uma marcação mais adiantada, o Athletico passou a dominar o jogo. Não à toa, a equipe paranaense conseguiu o empate, mas convenhamos: com grande ajuda do Nino e também do Marcos Felipe.

No retorno do intervalo, o Fluminense até buscou o ataque, mas o acabamento das jogadas estava péssimo. Já o Athletico ameaçava nos contra-ataques. Era visível que o time já necessitava de substituições. Surpreendentemente, Yago Felipe saiu para a entrada do Ganso. Com toda sinceridade, não deu para entender mesmo, pois o volante era um dos poucos que estava combatendo na marcação.

Quem também saiu foi o Cazares para a entrada do Kayky. Eu até aceitaria a saída do equatoriano desde que o Nenê não fosse mantido em campo. Impressiona como o camisa 77 é tratado no Fluminense. Parece até um ídolo que deu diversos títulos ao clube. O Cazares é deslocado para jogar na ponta, Yago Felipe é sacado, mas o Nenê só sai se for da vontade dele mesmo ou quando a vaca vai pro brejo.

Se faltava um facilitador para o Athletico virar o jogo, o Roger Machado tratou de resolver a vida rubro-negra. Martinelli ficou totalmente exposto, Kayky deu mole no segundo gol, Ganso não conseguiu cortar a bola pelo alto no cruzamento que originou o terceiro…

Após o grande estrago, Roger colocou os garotos Matheus Martins e João Neto nos lugares do Nenê e Gabriel Teixeira. Honestamente, achei uma tremenda sacanagem com os moleques. Cadê a “oportunidade de mercado” que atende pelo nome de Lucca? Se não serve, quem é que vai pagar essa conta?

Para fechar o caixão tricolor, o Athletico ainda marcou o quarto. Humilhante!

No pós-jogo, Roger voltou a reclamar do desgaste físico por conta da maratona de jogos como se esse problema fosse exclusivamente do Fluminense. Não tem tempo para treinar? Isso é um fato, mas não pode servir como muleta. O calendário já era de conhecimento de todos.

A formação com três atacantes tendo dois veteranos do meio para frente não se sustenta de forma competitiva por mais de trinta, quarenta minutos. Não é de hoje que questiono isso… Para ser justo, acredito que os desfalques do Samuel Xavier e Caio Paulista também estejam pesando muito. Infelizmente, o lado direito perdeu intensidade e força no apoio.

O mês de julho chega com o Fluminense sabendo que terá nove jogos pela frente: seis pelo Campeonato Brasileiro, dois pela Copa Libertadores e um pela Copa do Brasil. Novas contratações não foram realizadas, algumas promessas não foram testadas, variações táticas não foram tentadas, etc…

Como será o amanhã do Fluminense?

Observações

– A bola no primeiro gol era totalmente defensável. No segundo, um equivocado golpe de vista, pois goleiro tem sempre que acreditar no risco de dar “M”. Deu mole, Marcos Felipe!

– Tarde terrível do Nino.

– Calegari errou bastante, muito mesmo. Irreconhecível!

– O Cazares sempre some durante os jogos, mas ainda assim é milhões de vezes mais efetivo que o Nenê no quesito “bola rolando”.

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Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo

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