A diferença entre o paraíso e o inferno é uma bola




O jogo estava todo à feição do Atlético-PR no primeiro tempo.

Uma pressão danada, um abafa intenso, a bola correndo lisa pelo gramado da Arena da Baixada. Ribamar levando vantagem em todas as jogadas pelo lado do campo. Teve até bola na trave.

Parecia que o jogo seria um inferno para o Fluminense, e aí…

Uma bola certeira aos 46 do primeiro tempo e uma ceifada. Gol do Fluminense. Uma bola.

E, de repente, estamos no paraíso.

Começa o segundo tempo e o Fluminense se solta, começa a jogar bem, as coisas parecem que vão dar certo na tarde de domingo.

Até que Richard, que vinha fazendo uma boa partida, erra o tempo de uma bola e comete uma falta boba na frente da área. Uma bola.

E, de repente, estamos no inferno.

Daí pra frente todos vocês viram o que aconteceu.

Não vou me alongar aqui falando sobre os jogadores na barreira com medo de tomar bolada, nem sobre os vacilos do sistema defensivo deixando o cara enfiar uma bola daquelas pro Ribamar desviar e menos ainda sobre o mole que deram pra deixar o Jonathan chutar sozinho.

Tudo isso é circunstancial.

O que realmente me preocupa no Fluminense é a falta de sustância.

É isso mesmo, falta sustância. Falta a capacidade de tomar conta de um jogo e dizer: opa, aqui não, meu amigo!

Foram raros os momentos pós-carioca em que isso aconteceu.

Não podemos ser também levianos e dizer que o time não é competitivo. Isso ele é. Basta olharmos para os números nos duelos fora de casa.

Mas, pra ser campeão, não basta ser competitivo. Tem que se impor.

E isso, meus amigos tricolores, isso é o que falta para a nossa equipe.

Às vezes parece que o Fluminense tem medo de ganhar de muito, como contra a LDU no meio de semana.

Às vezes parece que não sabemos jogar com o domínio nas nossas mãos. Uma coisa meio Rocky Balboa, sabe? Que apanha, leva pressão, pra só então reagir.

O problema é que nas quatro linhas, diferente de Hollywood, nem sempre o vilão perde.

Dentro das quatro linhas, a diferença entre o céu e o inferno é uma bola. Uma bola.

No mais, VENCE O FLUMINENSE!!!

Pitacos do Toni

– Em que pese a falta boba, que é de certa forma até discutível, o Richard me deixou uma impressão positiva. Não havia entendido a contratação, mas parece ter potencial.

– Vocês preferem o Jonathan na lateral direita ou os dois que jogaram hoje? Até hoje não entendi muito bem a saída dele do clube.

– Já falei aqui que Abelão tem meu total apoio no Tricolor, mas gostaria de ter a oportunidade de perguntar a ele diretamente por que não o Sornoza.

– Wendel demonstrou em duas jogadas uma das coisas que mais me irrita em um jogador de futebol: desleixo. Matou dois contra-ataques que poderiam fazer toda a diferença. É a nossa revelação do ano, sem dúvidas, mas precisa estar mais focado, mostrar mais vontade, ou então vai pro banco.

– Sem o Ceifador na quinta-feira vocês entrariam com quem no lugar dele? Apostariam em um jogador veloz, apostando abertamente nos contragolpes ou iam de homem de referência, sem mudar muito a postura do time? Nosso treinador vai ter essa dor de cabeça…

Toni Moraes

Loja---02

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