Em entrevista, Lelê fala sobre permanência no Fluminense, altos e baixos em 2023, ausência no Mundial, pré-temporada e muito mais; leia a íntegra




Lelê (Foto: Fluminense F.C.)



Em entrevista, Lelê falou sobre a sua história, Fluminense e outros temas

Nesta quarta-feira, o atacante Lelê, do Fluminense, concedeu entrevista exclusiva ao site GE. Leia a íntegra abaixo:

Começo na várzea

“Muitos pensam que várzea é fácil, mas é difícil também. Tem uma diferença enorme. Um clube exige que esteja bem fisicamente, com saúde, psicologicamente bem também. Exige tudo. Na várzea às vezes não é assim. Você chega, joga, corre a hora que quer… Essa é a verdade. Ainda mais alguns jogadores são considerados melhores na várzea não correm o tempo todo e profissionalmente é diferente. Tem que estar o tempo todo ligado, correndo, marcando, jogando…

Mas a várzea também ensina muito que não deve ter medo de nada. Hoje eu estou no Fluminense, sou tricolor, torcia e hoje atuo junto dos caras que eu torcia há um ano. Mostra muito isso. E também que você, falando de mim, hoje, que você tem que acreditar. Há dois anos eu estava na várzea, hoje estou no Fluminense, clube campeão da Libertadores, brasileiro, carioca, que joga Série A. Os dois lados tem ensinamentos, mas tudo se junta quando foca legal.”

Pré-temporada

“A pré-temporada dá um ganho enorme. O jogador fica muito mais bem preparado. Não fiz pré-temporada quando cheguei ao Fluminense estava perto de começar Libertadores e Brasileirão. É uma diferença enorme quando o jogador faz uma pré-temporada. Ele fica muito mais bem condicionado e consegue resistir a temporada todinha.”

Altos e baixos em 2023

“Tive altos e baixos, como qualquer jogador. Entrei e cheguei para fazer meu papel. Tive algumas oportunidades e hoje a gente tem o artilheiro do Brasil, além do John Kennedy, que é um jogador excepcional, fenômeno. Vou continuar trabalhando. Sei que tenho grandes chances de buscar o meu espaço e fazer muitos gols pelo Fluminense.”

Concorrência com Germán Cano

“O Cano no Carioca ficou atrás praticamente o campeonato todo na artilharia. Contra o Volta Redonda ele me passou e terminou como artilheiro. Eu fiz meu melhor no campeonato e pude fazer muitos gols também. Mas não tem como explicar o Germán. Aquele cara é fenômeno. Pô, cheguei, mas como que fala para o cara que é artilheiro não fazer gol? Não tem como. É complicado (risos).”



Reencontro com o Volta Redonda

“Agradeço muito a todos no Volta Redonda. Tenho um carinho imenso por eles. Só que hoje eu defendo as cores do Fluminense. Assim como eu defendi as cores do Volta Redonda contra o Fluminense no Carioca (de 2023) e pude fazer gols, hoje eu defendo as cores do Fluminense e busco fazer gol contra eles.

Eles (torcedores) gostam bastante de mim. Sempre fui bem recebido em Volta Redonda, até mesmo por causa das minhas atitudes atuando pelo Volta Redonda quando jogava lá. Deixei um legado bem legal lá. Eles gostam de mim, assim como eu gosto também e torço bastante por eles. Só que quinta-feira não tem jeito (risos).”

Estreia no Brasileirão 2023

“Era um jogo difícil. Vim do banco, quando estava 0 a 0. Pude entrar no jogo, fazer gol, dar assistência e passe para o John Kennedy sofrer o pênalti. Foi um grande jogo e grande lembrança que tenho.”

Permanência no Fluminense

“No ano passado eu joguei o Carioca pelo Volta Redonda, assim como a Copa do Brasil e tinha o Brasileiro e a Libertadores. Entrei em vários jogos, mas esse ano acho que vou ter muito mais oportunidades por ter mais campeonatos por jogar e mais jogos.”

Preferência por posição

“É um pouco diferente o posicionamento do Germán Cano. Posso, sim, atuar pelos lados. O Diniz já me usou pelas beiradas, também. Mas hoje é muito mais por dentro, centralizado, mas também faço o lado direito ou o esquerdo.”

Tensão na final da Libertadores

“Eu fui cortado na final, mas estava na torcida. Naquele momento só veio aquela final de 15 anos atrás que a gente perdeu em casa. Eu estava vendo em casa, chorei, mas estava bem confiante, assim como todos, que ano passado a gente iria em busca do título de qualquer jeito. Quando teve o gol do Germán, só pensei que seria campeão. Mas eles empataram e falei “não é possível, a gente trabalhou bastante para isso, está focado…

Quando o Diniz chama o John Kennedy para entrar e diz que ele vai fazer o gol, os jogadores que estavam na torcida falaram que ele que faria o gol do título. Não deu outra. Ele fez o gol, tomou cartão, foi expulso e não tinha como ser diferente. A gente sabe da emoção. Conquistamos o título e foi incrível. Há 15 anos eu era torcedor. Quinze anos depois eu estava no time campeão da Libertadores. Não tem nem como explicar, não tem o que falar. Foi incrível. O roteiro perfeito.”

Ausência no Mundial de Clubes

“Não é ficar chateado. Foi um momento difícil, sim, mas o professor conversou comigo. Sabia que seria difícil, até pelo fato de ser inscrito só 23 e desses, três sendo goleiros. Ele tinha que escolher 20 jogadores de linha e conversou comigo. Eu pedi para viajar e estar junto da equipe. Tanto que viajei, treinei e foi uma experiência única. No meu lugar, acho que muitos fariam a mesma coisa. Não é todo ano que o time vai estar no Mundial. Foi uma experiência incrível. Não fiquei chateado, em si, mas foi um momento difícil, sim. Mas o professor falou comigo e ficou tudo certo.”

Manutenção do elenco para 2024

“É difícil segurar alguns jogadores, todos sabem. Nino, André, Arias, John Kennedy… É difícil segurar. Mas creio que o presidente e Diniz vão segurar o máximo do time para começar bem a temporada e ir em busca de mais títulos.”

Novo número

“Agora é 18. Eu gosto do número, joguei no Volta Redonda com ele e na primeira vez que joguei profissionalmente foi com a 18 também, no Itaboraí Profute. Foi meu primeiro ano, joguei na quinta divisão do Rio e foi um número que também joguei bastante na várzea.”

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Por Explosão Tricolor

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