Ézio




Ézio (Foto: Divulgação / Fluminense F.C.)



Heróis improváveis, falíveis e humanos são, segundo os especialistas consultados pela coluna, os melhores heróis, se aproximam dos humanos… Na mitologia grega, características como ira, inveja, cobiça e luxúria faziam parte dos sentimentos de deuses e semi-deuses, e o personagem da coluna de hoje se enquadra nessa prateleira do panteão de ídolos tricolores, seu nome?

Ézio Leal Moraes Filho, capixaba de Mimoso do Sul, e que faria aniversário no dia em que escrevo essas palavras, dia 15/05,  que viria ao Rio de janeiro para forjar uma geração de torcedores do Fluminense, numa década em que nossa única alegria era ganhar Fla-Flus, a única.

Uma torcida é basicamente formada e consolidada através de títulos, ídolos, influências familiares e memória afetiva. Ézio uniu tudo isso, no imaginário de um adolescente dos anos 1990, em uma época em que a instituição desmoronava enfraquecida. Nunca foi craque, virtuoso, ficou longe da Bola de Ouro…

Mas foi a cara do Flu naquele período tenebroso, incorporou o espírito de guerreiro antes mesmo de termos adotado esse adjetivo. Povoava o imaginário da galera pré-redes sociais, mantinha viva nossa torcida, era carrasco do rival e nos fazia ter orgulho ao entrar na escola às segundas pela manhã. Esse era Ézio.

Partiu cedo por conta de uma doença devastadora, mas seu legado é bem maior do que títulos ou vitórias: é a eternidade. Obrigado, Ézio, por tudo.

PS: Para a galera mais jovem, que por uma questão geracional conhece pouco do Ézio, dê um google, você vai se emocionar.

Óbvio Ululante…

– Acho que falo por toda a torcida: CHEGA DE NENÊ E EGÍDIO, já deu.

– Gabriel Teixeira e Luiz Henrique vão oscilar, mas são, junto com Kayky, os nossos melhores extremos.

– Roger Machado vai precisar mostrar trabalho de gestor e manter o vestiário em paz ao barrar “medalhões”.

– Mario Bittencourt manteve seu discurso e teve posição coerente na história dos “convidados” no jogo contra o rival.

– Fred representou a torcida, faço minhas TODAS as suas palavras na saída do jogo. Gênio.

Vitor Costa



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