O fenômeno da pior contratação da história do Fluminense

Nos últimos anos, o debate sobre os piores investimentos do clube ganhou novos capítulos em intervalos cada vez menores.




Rodrigo Castillo pode ter a sua primeira chance entre os titulares
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Por Leandro Alves

O Fluminense tem vivenciado um fenômeno cada vez mais frequente nas discussões que envolvem o clube. Especialmente nos últimos dois anos, tornou-se comum entre os torcedores o debate sobre qual seria a pior contratação da história tricolor, com diferentes nomes aparecendo nessa discussão em intervalos cada vez menores.

Jogadores como Freytes, Lezcano, Santiago Moreno, Soteldo, Canobbio e Rodrigo Castillo já foram citados pela torcida nesse contexto. E todos eles possuem algo em comum: chegaram ao Fluminense nos últimos dois anos.

Esse fato, por si só, evidencia o quanto a diretoria tem cometido erros importantes nos investimentos destinados à contratação de reforços.

Custo e retorno precisam entrar na conta

Eu defendo um critério bastante claro para avaliar qual foi a pior contratação da história de um clube: o valor investido no jogador e o retorno apresentado dentro de campo.

Entre os nomes citados, Freytes foi o mais “barato”, custando cerca de R$ 20 milhões. Todos os outros exigiram investimentos superiores a R$ 30 milhões.

Ou seja, não estamos falando de apostas de baixo custo que simplesmente não deram certo. Foram contratações que consumiram valores consideráveis dos cofres do Fluminense.

Freytes foi titular e falhou na derrota do Fluminense para o Atlético-MG
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Lezcano e Santiago Moreno quase não jogaram

Do ponto de vista esportivo, dois nomes aparecem com força nessa discussão: Lezcano e Santiago Moreno. Os dois praticamente não conseguiram espaço no Fluminense e atualmente estão emprestados. Juntos, somam apenas 26 partidas com a camisa tricolor, com somente um gol marcado, anotado pelo paraguaio.

O retorno esportivo dos dois foi praticamente inexistente diante do investimento realizado.

Outros tiveram espaço, mas também decepcionaram

O problema é que outros jogadores dessa lista receberam muito mais oportunidades, inclusive como titulares, e também entregaram pouco ao Fluminense.

Canobbio foi quem apresentou melhores números de gols e assistências entre eles, mas também acumulou atuações muito ruins e falhas em momentos importantes das últimas temporadas.

Rodrigo Castillo lidera a lista

Na minha opinião, neste momento, Rodrigo Castillo ocupa o primeiro lugar nessa discussão. O centroavante se tornou a contratação mais cara da história do Fluminense. O clube investiu R$ 66 milhões para tirá-lo do Lanús.

Dentro de campo, porém, o argentino vem chamando atenção negativamente por suas limitações técnicas. Contratado para ser uma solução no ataque, ele marcou apenas cinco gols em 30 partidas até agora.

E existe outro ponto que torna o investimento ainda mais difícil de compreender: seu histórico ofensivo. Na melhor temporada da carreira, em 2022, Castillo marcou apenas 12 gols. Aos 27 anos, soma 46 gols como profissional.

São números muito modestos para justificar um investimento de R$ 66 milhões em um centroavante que chegou ao Fluminense com a responsabilidade de resolver um problema importante do elenco.

Um problema que se repete

O mais preocupante é perceber que a discussão sobre a pior contratação da história do Fluminense deixou de ser algo pontual.

Em pouco tempo, novos candidatos surgiram para ocupar esse posto, sempre acompanhados de investimentos elevados e retornos esportivos muito abaixo do esperado.

No Fluminense atual, a sensação é cada vez mais incômoda: a pior contratação da história do clube parece estar sempre prestes a ser superada pela próxima.

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Leandro Alves - Explosão Tricolor realiza cobertura jornalística do Fluminense desde o final de 2014.
Sobre Leandro Alves 13 Artigos
Leandro Alves atua como colunista e redator do Explosão Tricolor desde 2015, produzindo conteúdos, análises e opiniões sobre o Fluminense.

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