Nesta quarta-feira, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, utilizou o seu perfil oficial no Instagram para divulgar uma nota de esclarecimento à torcida. O pronunciamento ocorre após a sua participação na audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), onde debateu os impactos da medida provisória que proíbe as empresas de apostas online no Brasil.
Em seu texto, o mandatário tricolor detalhou o alcance da sua manifestação em Brasília. Além disso, ele reforçou a necessidade de um período de transição adequado para proteger a cadeia social e econômica do futebol brasileiro.

Ação conjunta e foco nos trabalhadores mais humildes
Inicialmente, Mattheus Montenegro fez questão de ressaltar que o Fluminense não esteve sozinho na Suprema Corte. O dirigente esteve acompanhado por outras 14 agremiações da Série B na mesma manifestação.
Além disso, o presidente explicou o real objetivo de ter citado o risco de desemprego e a situação dos clubes de menor investimento do futebol carioca:
“Ao citar especificamente o desemprego e os clubes menores do Rio, referia-me aos funcionários mais humildes, de clubes mais modestos em termos de arrecadação, numa defesa que envolve todo o organismo do esporte, a formação de atletas e o lado social que exercemos.”
Crítica à falta de transição na Medida Provisória
Em seguida, o mandatário reiterou que a sua crítica foca na forma como ocorreu a implementação da medida pelo governo federal. Afinal, encerrar uma atividade regulada de forma abrupta gera consequências sociais e econômicas graves que poderiam ser evitadas:
“As experiências internacionais de restrição à publicidade do setor tiveram transições de pelo menos dez meses. No Brasil, foram cerca de dez dias. Reconheci que os problemas relacionados às apostas, além do drama das famílias endividadas, constituem uma grave questão de saúde pública, com impactos sobre indivíduos e famílias.”
Por fim, o dirigente destacou a importância de equilibrar o debate e acrescentar a dimensão social dos trabalhadores do futebol:
“Minha preocupação foi acrescentar ao debate outra dimensão social: os possíveis impactos sobre os trabalhadores e suas famílias diante de uma interrupção abrupta dessas receitas. Com um período de transição justo, com prazo de adaptação, seria possível evitar ou reduzir muito esses impactos. E foi isso o que defendi ontem.”
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