No agregado, 8 a 1!




Na coluna do dia 30 de maio escrevi o seguinte: “o fim do mundo não está logo ali! É isso mesmo galera tricolor: o tropeço contra o Vasco não serve de parâmetro para o restante da temporada do Fluminense. Vida que segue e esse time tem potencial para nos dar muitas alegrias ainda este ano”. Naquela oportunidade me referia à derrota para o fraco time vascaíno no primeiro turno do campeonato brasileiro.

Confesso: estava enganado! E como estava! Os garotos do Fluminense, apesar da inegável qualidade técnica, não possuem colhões para jogar em time grande. São fracos mentalmente e não conseguem sair das situações difíceis que ocorrem ao longo de uma partida. Não possuem mentalidade de vencedor. São bons em jogos pequenos e ruins nos grandes, quando os homens são separados dos meninos.

E por que falar daquela coluna? Porque ela foi publicada exatamente na véspera do segundo jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil deste ano. Resultado: os gaúchos levaram a melhor no jogo (2 x 0) e no duelo (duas vitórias e 5 x 1 no total).

Mas a saga contra o time dos pampas é ainda pior nesta temporada. No Campeonato Brasileiro o Fluminense perdeu dentro de casa (novamente 2 x 0) e, no último final de semana, foi a Porto Alegre e retornou com mais uma derrota na mala. Dessa vez, foi “apenas” por 1 x 0. No agregado do ano, levamos uma sonora goleada da equipe comandada por Renato Gaúcho: 8 a 1.

Pelos números apontados chega-se a uma fácil conclusão: neste ano e nos últimos da gestão de Peter Siemsen o Fluminense caiu de posição; deixou de ser grande; apequenou-se como um covarde e se juntou aos clubes dos rincões do país que lutam por um empate contra os grandes do futebol brasileiro. Lamentavelmente, este ano a diretoria decretou: o Flu é pequeno! Ela feriu de morte a memória do gênio Nelson Rodrigues: grandes são os outros; o Flu não merece mais esse status.   

É pequeno porque tem uma diretoria incompetente que não sabe se portar em público e tem a audácia de dizer que o time não está caindo, quando estamos a um ponto, isso mesmo, a um ponto da zona de rebaixamento. E, neste exato momento que estou escrevendo esta coluna, a Ponte Preta ganha do Flamengo e ultrapassa o Tricolor carioca. Ou seja, somos o último antes do Z-4.

É pequeno porque Pedro Abad não enfrenta a torcida e nem a opinião pública. Não dá a cara a tapa. Não exige uma postura mais aguerrida dos jogadores. Não cobra resultado do treinador. Enfim, se esconde e adota a falta de transparência como forma de administrar. Fez uma equipe de gestão para, na verdade, não ter que decidir nada porque não consegue tomar decisão em um clube que sempre foi grande e, em suas mãos, está diminuindo e perdendo predominância no cenário nacional.

É pequeno porque os meninos de Xerém são bons de bola, mas não pensam grande. Com toda estrutura e há anos em funcionamento, o sub-20, por exemplo, tem poucos títulos de expressão nacional, considerando Taça São Paulo, Taça BH e Brasileiro da categoria. Na verdade, nos últimos anos, ganhou apenas o título brasileiro de 2015. Coisa de gestores que não conseguem trabalhar pressionados e passam essa apatia para os garotos. Homens fracos e jogadores à imagem e semelhança deles.

É pequeno porque apoia toda a pressão externa em um único homem: Abel Braga. Se ele é fraco taticamente e não consegue organizar a equipe, pelo menos enfrenta os desafios e tenta passar tranquilidade para o elenco. Não gosto de Abel como treinador, mas tenho que admitir que, neste momento, demiti-lo seria ainda pior. Afinal, se os meninos não suportam a cobrança dos torcedores com alguém assumindo a função de para-raio, imagina sem ele? Excetuando Henrique Dourado, o resto não tem demonstrado a raça necessária para jogar no Fluminense. É um cenário lamentável!

É pequeno porque a diretoria de marketing simplesmente não existe. Não valorizam a marca, não vendem a ideia de que estar ao lado do Fluminense é importante para os negócios da empresa, enfim, não fazem nada; absolutamente nada! É uma decepção ver um marketing tão ruim que não consegue sequer atrair a paixão do torcedor e transformá-la em apoio à equipe. O torcedor é desrespeitado e o presidente tem a coragem de dizer que a torcida tem que estar na arquibancada. Pagar ingresso caro pra ver isso que está acontecendo? Tá de brincadeira! O marketing não consegue fazer do jogo um espetáculo, o time é ruim e a fase é horrorosa. Aí vem o presidente, o principal responsável por toda essa lástima, e cobra da torcida? Não é possível!

Enfim, os últimos anos diminuíram o Fluminense! Armandinhos demais e atitude de menos! Tomara que o desfecho não seja o Z-4 ao final deste campeonato.

Somos tricolores! Devolvam o nosso Flu!

Ser Fluminense acima de tudo!

Toco y me voy:

  1. Abel terá dez dias para preparar o time para o jogo contra o Flamengo. Tempo suficiente para colocar a cabeça da garotada no lugar e cobrar resultado. Uma derrota e possivelmente entraremos na zona de rebaixamento.
  2. O time precisando ganhar e Abel coloca cinco homens no meio de campo. Medo do Grêmio? Aí fica difícil!
  3. Wendel tem que decidir se fica e coloca o pé na bola ou se irá aguardar o contato do PSG. Está faltando raça ao moleque!
  4. O time jogou no domingo e terá, pasmem, dois dias de folga. Só retorna ao treino na quarta-feira. As coisas devem estar “boas” pelo lado das Laranjeiras.
  5. “Ele (Henrique Dourado) é artilheiro e precisa mais de companhia na frente. Ele está sozinho, precisa da bola chegar nele e fazer os gols. O problema é que a bola não está chegando, o Fluminense está com muitos garotos e precisa de mais força.” (Romerito, nosso mestre paraguaio). Nada mais!    

Evandro Ventura

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