Em coluna ácida, Larangeira detona a omissão da diretoria, questiona o comando de Mattheus Montenegro e alerta para o risco de fim de temporada antecipado.
Por Lindinor Larangeira
Seria redundante destrinchar mais uma atuação constrangedora do Fluminense. O problema já não é um jogo — é um estado permanente de desordem. O que se vê hoje é um clube sem comando, dentro e fora de campo. E quando falta comando, sobra vexame.
Fim de ciclo — e não é só o do técnico
Zubeldía acabou. A impressão é de um treinador sem leitura, sem resposta e, sobretudo, sem voz. Perdeu o vestiário? No Fluminense, essa resposta nunca vem — o clube é uma caixa-preta por definição.
Mas há algo ainda mais grave: a diretoria sequer parece ter feito o básico. Cobrou? Exigiu? Pressionou? O abraço sorridente do presidente após o empate em Mendoza diz mais do que qualquer entrevista coletiva. Trocar o técnico, agora, seria pouco mais do que teatro. Esse elenco desequilibrado tem digitais claras: Mário Bittencourt e Paulo Angioni.

Coragem para além do grito da arquibancada
É confortável repetir o coro fácil: “fora Zubeldía”. Difícil é agir como presidente de fato. Mattheus Montenegro, até aqui, oscila entre a omissão e a subordinação. A imagem que se construiu é preocupante: ou não decide, ou executa decisões herdadas.
Seu mandato se resume a marketing inflado. A “maior contratação da história” virou cortina de fumaça. E o apelido de “Mattheus Rubronegro”, após o último Fla-Flu, não nasceu do nada.
Elenco sem alma, diretoria sem cobrança
O futebol apresentado beira o Z4. Falta intensidade, falta compromisso, falta vergonha. Quem cobra esse elenco? Ou o atraso nos direitos de imagem virou desculpa para a leniência? Se o treinador não comanda mais, a responsabilidade é da diretoria. E ela não apareceu.
O curto prazo chegou — e cobra caro
A temporada já entrou na zona crítica. O jogo contra o Operário é obrigação absoluta. Qualquer resultado diferente da vitória será inaceitável. Antes, há um confronto de seis pontos com o São Paulo. Sem futebol e sem brio, até o improvável começa a parecer plausível — inclusive falhar diante de adversários frágeis.
Duas semanas que definem o ano
O cenário é de tensão máxima. Se nada mudar — postura, comando, responsabilidade — o Fluminense corre o risco de encerrar sua temporada muito antes de qualquer sonho maior. Que João de Deus nos proteja. Porque, no clube, ninguém parece disposto a assumir essa tarefa.
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