A pior derrota do Fluminense em 2015 foi fora de campo




Boatos. Especulações. Angústia. Esperança. Fato consumado. Fim. Essas palavras resumem bem os últimos dias de Darío Leonardo Conca no Fluminense. O craque mais uma vez vai deixar o tricolor das Laranjeiras para jogar do outro lado do mundo – na China.

Conca chegou ao Flu em 2008. Foi um ano de fortes emoções e o argentino sempre honrou o manto sagrado. Em 2009, lá estava ele sempre dedicado e “brigador”. Não sei se vocês já tiveram essa impressão, mas eu sempre o comparei com o “João bobo” – sim, estou falando daquele boneco. Não adiantava adversário nenhum chegar junto, empurrar, bater… ele caía e levantava quantas vezes fossem necessárias.

Apesar de um começo conturbado, 2010 foi O ano do Conca no Fluminense. O argentino sustentou a braçadeira de campeão com louvor em várias oportunidades! Sem deixar de jogar uma única partida em todo o Campeonato Brasileiro e tendo sido fundamental nos bons resultados da equipe, Conca foi eleito o craque do Brasileirão. Seu nome estava sacramentado na galeria dos grandes ídolos do Fluminense. Tarefa nada fácil, tendo em vista os grandes nomes do futebol que já passaram pelas Laranjeiras.

Em 2011 e 2012, ele foi para a China pela primeira vez. Voltou em 2013 para alegria da torcida. O argentino mais carioca, o único que “canta de galo” no Maracanã estava de volta!

Com a ida do Conca para o futebol chinês, arrisco dizer que a saída da Unimed se mostra devastadora. Na minha opinião, ele era o único jogador que não poderia deixar o Fluminense. Posso até queimar minha língua, mas acho que ele vai fazer muita falta!

Os torcedores estão divididos: uns concordam com a decisão dele, outros o consideram um mercenário, falso, ingrato e que nunca amou o clube de verdade. Entendo o sentimento do torcedor, mas não acho nada disso dele.

Posso não concordar com a decisão dele, mas o acho (e sempre acharei) um guerreiro tricolor! Antes de atacar o Conca com adjetivos, prefiro usá-los para descrever como estou me sentindo: chateada, angustiada, preocupada, carente, etc. Para mim, 2015 mal começou e já está sendo um ano triste, futebolisticamente falando.

Se ele voltará ou não a vestir as três cores que traduzem tradição, é assunto para daqui a dois anos. Enquanto isso, cá estou eu me despedindo de um ídolo. Deixo meus sinceros agradecimentos pela raça, pela dedicação e pelas alegrias.

É chegado o momento de o Fluminense mostrar a sua grandeza, pois, mais uma vez, nesta roda gigante capitalista em que vivemos, o Flu saiu perdendo.

#RêBustamante