Saudade da irreverência inteligente




Olá, leitores do Explosão Tricolor!

Durante os dias de Carnaval, poucas são as notícias vindas dos clubes de futebol em todo o Brasil. Nosso país praticamente congela (mesmo nesse calor de 40 graus que anda fazendo nos últimos dias no Rio de Janeiro) neste período.

Então, paramos para pensar nas coisas relacionadas ao futebol, e principalmente na época em que o futebol era protagonizado e dirigido por pessoas caricatas, folclóricas, irreverentes, mas principalmente, pessoas de bem, e inteligentes.

Após ler e reler a diarreia mental escrita por um dirigente imbecil de um clube do Rio de Janeiro (Esse cara sequer merece ter o nome citado. Aliás, nem sei o nome dele, porque sua fama parece ter sido construída em um meio que serve apenas para desopilar o fígado com piadas tão imbecis quanto ele, e eu particularmente não tenho tempo a perder com isso).

Ressalto que o clube que ele dirige merece nosso total respeito, não apenas por ter nascido através do Fluminense, mas também por sua grandeza, por seus inúmeros ídolos de boa índole e que de fato possuem história dentro do futebol, coisa que essa pessoa não tem e nunca terá.

Aliás, chamo a atenção pelo fato da própria torcida ter se voltado contra ele, o que mostra que nem dentro do próprio clube ele mereça muita atenção. Portanto, não darei Ibope para você, bobão.

A respeito da instituição Flamengo, toda a nossa admiração. Presidido por um excelente administrador, um cara da paz, respeitador, que sabe diferenciar a rivalidade da idiotice, um cara que não incita a violência, especialmente nesse momento delicado que estamos vivendo. Um presidente que foca em assuntos importantes e que trabalha para seu clube, sem denegrir os demais.

Portanto, meu respeito total ao Eduardo Bandeira de Mello, e minha lamentação por ele não ter a companhia de pessoas de seu nível em cargos tão importantes dentro um clube tão grande do nosso país.

Voltando ao que interessa, quando vejo imbecis como este, sinto saudade da época em que o futebol contava com personagens que serviam para alavancar receitas para os clubes, encher estádios, brincar com os adversários de forma saudável.

Lembro das inúmeras apostas, por exemplo, entre Renato Gaúcho e Gaúcho… Entre Valdir e Ézio… brincadeiras do irreverente Tulio Maravilha, de Edmundo Animal, de Donizete (O Pantera Negra), de Bebeto, do sempre brincalhão Romário, de Valdeir (O The Flash), de Chicão, de Assis (o eterno carrasco), e por falar em carrasco, de Maurício, que tirou o Botafogo da fila após um gol icônico em 1989.

Me lembro, inclusive, que as apostas eram pagas, após o apito final dos jogos, em clima de confraternização entre jogadores dos dois clubes (o vencedor, e o derrotado). Normalmente, em churrascos ou em boas ações em orfanatos ou lares para idosos.

Sinto falta também de uma época em que mesmo sem apostas e brincadeiras saudáveis, os estádios enchiam motivados por timaços, os quatro grandes do Rio de Janeiro, além de Bangu e América, que sempre figuravam no cenário principal do futebol nacional. Esse era o futebol feito com inteligência, por pessoas que queriam se divertir.

Portanto, desejo muito que os “fritadores de salgadinhos” saiam do futebol e dêem novamente espaço a quem sabe fazer espetáculo.

Se futebol necessitasse de dirigentes desse segmento, seguramente Ary Toledo, Chico Anysio, Jô Soares, Bozo, Grande Otelo, Leandro Hassum, Marcius Melhem, dentre muitos outros comediantes, estariam ocupando cargos, porque tinham (ou têm) muito mais talento do que este senhor, até para fazer comédia.

Que Eduardo Bandeira de Mello e Pedro Abad continuem pregando a paz no futebol, juntamente com Eurico Miranda e Carlos Eduardo Pereira.

O momento é delicado e não abre espaço para quem semeia a discórdia, principalmente baseado em desconhecimento de leis, de regras, de princípios e de boa conduta.

Daniel Coelho