Tática ou Estratégia?

Estimados leitores. Não fugindo da nossa tradição de sempre vencer partidas com uma pitada de sofrimento, eis que chegamos com denodo na briga pelo G-04 e, quiçá, para uma terceira colocação, meta esta que deve ser traçada, incondicionalmente, pelo Fluminense, pois só assim poderemos sacramentar nosso tão sonhado retorno à Copa Libertadores.

Copa Libertadores 2017 é o grande objetivo do Fluminense

Copa Libertadores é o grande objetivo do Fluminense para a próxima temporada

Bem factível e, para variar, retornando aos velhos tempos, passaremos tranquilo esse final de semana, curtindo nossa bela vitória contra o enjoado time do Sport, e já na expectativa de visualizar mais um jogão, agora contra o Santos, na Vila Belmiro.

Já estava com saudades de escrever sobre Futebol “dentro de campo”, coisa que não vinha fazendo a um bom tempo, porque as circunstâncias me levaram a focar na defesa institucional do Fluminense, bem como na problemática dos bastidores que estavam assolando nosso clube, como instabilidade de alguns atletas, picuinhas eleitoreiras, definição de estádio como casa e, principalmente, necessidade de definição do papel do Fluminense no Brasileirão, bem como sua meta e objetivos.

Como se vê, uma vez traçando os objetivos, tudo fica mais fácil, mesmo numa competição tão complicada e equilibrada como o brasileirão. Demoramos para definir o nosso, mas o importante é que conseguimos, sendo fator determinante, ao meu ver, simbiose entre time e torcida, em Edson Passos, onde nosso aproveitamento, em termos de resultado, é espetacular.

Pois bem. Em relação à partida, algumas premissas, ao meu sentir, tem que ser definidas desde já, para garantir um fechamento de temporada com chave de ouro em 2016, bem como iniciar 2017, na mesma direção.

Marcos Júnior jamais deve jogar como centro avante, centralizado e isolado na frente. Como muitos já sabem, considero o Marcos Junior um meia atacante, até porque é jogando nessa posição que ele sempre rendeu, como ainda rende, bem. O Marcos Junior não é polivalente igual ao Wellington, que pode jogar tanto como atacante de lado do campo, quanto como meia ofensivo ou segundo atacante mais recuado. Ao meu ver isso é tão óbvio, bastando analisarmos o Marcos Junior do primeiro tempo de hoje, e o Marcos Junior do segundo tempo. Parecia outro jogador. E não foi mudança de postura não, foi mudança tática de posicionamento mesmo. Isso aconteceu na Primeira Liga, no jogo diante do Grêmio e contra o Corinthians. 

Marcos Junior jogou muito no segundo tempo (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Marcos Junior jogou muito no segundo tempo (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Compreendi o que o Levir queria fazer no primeiro tempo: rodar a linha de frente com Marcos Junior, Scarpa, Wellington e Cícero, com Douglas se aproximando. Porém, o nosso treinador, a bem da verdade, foi surpreendido pela forte marcação do Sport. E noutras ocasiões ao longo da competição, sofremos derrotas por causa disso.

Resultado: o Marcos Junior, que era para fazer uma espécie de rotação e revezamento com Wellington e Gustavo Scarpa, acabou ficando centralizado e isolado, porque nos contra-ataques do time pernambucano, justamente porque a nossa saída de bola sempre perpassa pelo Scarpa e pelo Wellington, esses jogadores tinham que retornar para compor o sistema defensivo, situação esta que, pelo posicionamento do time adversário em campo, nos impedia de rodar os posicionamentos.

E o Cícero, que era para ser o elemento surpresa na área, acabou virando volante, ao lado do Douglas, e o Pierre, uma espécie de terceiro zagueiro. Resultado: desorganização tática, muitos erros de passe e baixíssimo rendimento dos laterais. Por isso odeio esse 4-2-3-1: esquema retrógrado, que leva o time “ao sofrimento”. Tanto é verdade que, logo no início do segundo tempo, o Levir não sacou o Marcos Junior, e sim, um volante, para colocar o Richarlisson na frente, com o Wellington mais próximo no ataque, e o Marcos Junior mais recuado. Por isso o time melhorou

O Flu deveria renovar logo o contrato do Levir para 2017 (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

O Flu deveria renovar logo o contrato do Levir para 2017 (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Aliás, contra o Santos, gostaria muito de ver uma linha de frente com Richarlisson, Gustavo Scarpa, Wellington e Marcos Junior, logo de início, deixando com boa opção para o segundo tempo Magno Alves e Marquinhos. Sacrificaria, no momento, o Douglas, deixando Pierre (nem acredito que estou dizendo isso, hahahaha) e Cícero.

Quero dizer o seguinte: temos jogadores para o esquema 4-1-4-1 do Tite, 4-4-2 ou 4-1-3-2. Não há necessidade de ficarmos passando perrengue todo primeiro tempo de jogo.

Isso é tática ou estratégia do Levir? Sinceramente, é a única coisa que não consigo compreender do nosso treinador. Fica aquela sensação de que: “ah, vamos embolar o primeiro tempo, confundir o adversário, e no segundo tempo surpreender mudando tudo radicalmente”.

De todo o modo, mesmo com esse sentimento “esquizofrênico tático”, gostaria e muito que o Levir Culpi já renovasse o seu contrato para 2017: uma pré-temporada completa, num CT de primeiro mundo, acrescido da chegada de Orejuela e Sornoza, com Edson Passos. Podemos ir longe, sendo que nossa caminhada para este eito já começou, desde a partida contra o Grêmio.

Sigamos em frente!    

Rápida Triangulação:

– Um recado especial para o Presidente Peter. Dentre tantos erros de avaliação na contratação de atletas que vinha acontecendo desde 2013, até meados desse ano de 2016, antes do acerto nas contratações do Wellington, Marquinho, Orejuela e Sornoza (sendo que, em relação ao Danilinho, Aquino, Henrique Dourado, W. Matheus, aguardarei uma pré-temporada completa e o primeiro semestre de 2017 para avalia-los), há uma chance para o senhor “se redimir 100%”: dê o seu jeito para adquirir o percentual necessário para lograrmos 70% dos direitos econômicos do Gustavo Scarpa, e renove o seu contrato até 2021, dando-lhe um baita aumento salarial. O cara é a nossa referência, e eu não aquento mais ficar perdendo jogadores. O que não falta é baranga para baixar a folha salarial. E coloque uma multa rescisória trilhonária, por favor.

– Esse volante Rithely do Sport cairia como uma luva no nosso meio campo. Se o Sport porventura vier a ser rebaixado para a série B, o Fluminense deveria chegar com tudo: Orejuela, Rithely, Scarpa, Sornoza, Wellington e mais um: ficaria o bicho.

– Aos estimados leitores, desejo-lhes um excelente final de semana e uma ótima votação no domingo. E as nossas “meninas do vôlei”, um sonoro PARABÉNS a todas vocês, guerreiras, que honraram a camisa em quadra. Estou na maior expectativa para vê-las na Super Liga, com todo nosso apoio, principalmente nos jogos aqui no Rio, provavelmente no Tijuca Tênis Clube.

Marcos Túlio / Explosão Tricolor

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