Obrigação do clube?

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Não entendo alguns torcedores do Fluminense… O cara nos rejeitou duas vezes e tem gente chorando sem parar. Porra, galera! Vamos lá… Quem era o Conca antes de vestir a camisa tricolor? Na época, o clube fez um esforço enorme para comprá-lo do River Plate. E ele retribuiu com muito profissionalismo, grande futebol e um histórico título brasileiro.

Depois, partiu para a China para fazer um dos três maiores contratos do planeta, só perdendo para o Messi e Cristiano Ronaldo. Retornou ao Flu dois anos e meio depois, jogou uma temporada e correu no momento em que mais precisamos dele… Mais uma vez, Conca fez um dos maiores contratos do futebol mundial. 

Agora, o argentino resolveu se aventurar na mulambada. Há quem esteja xingando a diretoria do Fluminense até a morte. Acham que o clube tinha a obrigação de repatriar o cara que fugiu quando ficamos no perrengue e que na época já havia tentado virar mulambo. 

Não sei qual é a real condição clínica dele. Dizem por aí que a lesão é bem complicada e o retorno em alto nível não está garantido. Isso também não me importa… Só acho que o torcedor tem que parar com essa mania de idolatrar caras que não demonstram consideração alguma com o Fluminense.

O clube colocou o Conca em condições de resolver a vida financeira das próximas dez gerações da família dele. Graças a Deus ele conseguiu! Mérito dele, mas com dois empurrões do Fluminense. O mínimo que ele poderia fazer era pedir para retornar e dizer o seguinte: “Paguem o que vocês puderem pagar até o final do ano”. 

Para quem acha que estou viajando ou sendo radical, vou reproduzir um trecho da matéria do jornalista Rafael Cavalieri, no portal GloboEsporte.com, do dia 27 de abril de 2011, sobre o retorno do Juninho Pernambucano ao Vasco. Confira abaixo: 

“Juninho abriu mão do alto valor que recebia no Al-Gharafa em nome do desejo de encerrar a carreira em São Januário. Entendendo que a situação do Vasco não permite grandes investimentos, o meia tem garantido apenas cerca de R$ 600 por mês – pouco mais que o salário mínimo brasileiro, que atualmente é R$ 545. Mas o tratamento não é o de um trabalhador comum. Seu contrato terá bonificação por metas alcançadas. Dependendo dos resultados do time no Brasileiro, Juninho receberá premiações – há valores fixados em caso de título e classificação para a Libertadores. Também existe acordo em relação a patrocínios. O jogador terá direito a 50% de futuros contratos com novos parceiros. Além disso, o Reizinho tem um projeto da diretoria para seguir na Colina após o fim da carreira, com um cargo no departamento de futebol.

– Volto sem ação de marketing alguma. Eu e o Vasco somos parceiros, na alegria e na tristeza. Eu volto para ganhar um salário mínimo, porque preciso ser justo com o torcedor. Tenho que dar resultado e, se acontecer, sou premiado. Eu me preparo nestes dois meses restantes antes do Brasileiro e volto em agosto firme e forte, sabendo que não sou mais o Juninho de dez anos atrás, mas posso ainda contribuir muito. O torcedor pode confiar na entrega e no espírito guerreiro que vou levar aos meus novos companheiros e daqui vou torcer muito, já a partir deste domingo, como venho fazendo desde que saí do Brasil. Acompanho tudo e sou Vasco. Estou muito ansioso para chegar ao Rio de Janeiro e sentir este calor – disse o jogador, em entrevista ao site oficial do clube”.

Segue o jogo. Com certeza, o Conca agora está no lugar certo… 

Ah, esqueci… Só nós amamos o Fluminense. O resto é conversa fiada!

Vinicius Toledo / Explosão Tricolor  

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