Enquanto o Palmeiras assume papel de protagonista contra os privilégios da CBF, cúpula tricolor se apequena e assiste passivamente à manobra que favorece o Flamengo.
POR LEANDRO ALVES
A vergonha que a diretoria do Fluminense impôs ao clube com o adiamento do Fla-Flu parece não conhecer limites. O vexame, que já era gigante, ganhou contornos de humilhação institucional na tarde deste sábado. A nota oficial do Palmeiras, questionando o tratamento diferenciado da CBF ao Flamengo, serve como um verdadeiro tapa na cara da gestão chefiada por Mattheus Montenegro.
É estarrecedor notar que o clube paulista assumiu o papel que deveria ser, por obrigação e direito, do Fluminense. Como mandante da partida e principal interessado na isonomia do clássico, era o Tricolor quem deveria estar batendo de frente com a entidade, questionando os privilégios concedidos ao rival da Gávea. Em vez disso, vimos uma direção acovardada, que preferiu o silêncio e a submissão.
A aula de postura do Alviverde
Em seu comunicado, o Palmeiras foi cirúrgico ao levantar pontos que a diretoria tricolor fingiu não ver. O Alviverde destacou que a CBF recusa sistematicamente pedidos de adiamento de outras equipes, mas abriu uma exceção “mágica” para atender ao Flamengo. Mais do que isso: o clube paulista alertou que esse tipo de “gentileza” impacta diretamente no desfecho e na credibilidade do Campeonato Brasileiro.
Enquanto o Palmeiras defende a transparência e a justiça desportiva, a cúpula do Fluminense parece mais preocupada em não contrariar o “parceiro” de Maracanã. É a prova cabal de que a atual gestão não tem a menor dimensão da grandeza do Fluminense e da importância de se posicionar nos bastidores para evitar que o clube seja tratado como “linha auxiliar”.
Parabéns a quem teve coragem
Fica aqui o registro de parabéns ao Palmeiras pela nota. O clube paulista, mesmo sem ser parte direta do jogo de amanhã, representou o sentimento de milhões de tricolores indignados com essa patifaria. O Alviverde teve o “culhão” que falta aos nossos dirigentes, que preferiram colocar o rabinho entre as pernas e aceitar uma manobra que fere o Estatuto do Torcedor e o equilíbrio técnico da competição.
O Fluminense é gigante, mas hoje está sendo gerido por mãos pequenas. Que o manifesto vindo de São Paulo sirva de lição para quem ainda acha que ser “bonzinho” com rival é sinal de fidalguia.
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]

Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Explosão Tricolor no WhatsApp, Facebook, Instagram e Rede X
E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com
