Ex-supervisor de Xerém, Duílio faz declaração bombástica sobre mudança nas categorias de base do Fluminense




Duílio apontou mudança na meritocracia de Xerém
Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Ex-supervisor e ídolo tricolor afirma que diretoria impôs mudança de critérios nas categorias de base e critica atual gestão de talentos.

O processo de formação de talentos em Xerém, orgulho histórico do Fluminense, está sob forte questionamento. Em entrevista ao jornalista Paulo Brito, o ex-zagueiro Duílio, campeão brasileiro de 1984 e supervisor técnico da base entre 2019 e 2024, revelou uma mudança drástica nas diretrizes do clube: o fim da meritocracia por desempenho como critério principal para a ascensão de atletas.

Segundo Duílio, a decisão partiu diretamente da cúpula do Fluminense, sem que os profissionais da base recebessem uma justificativa técnica plausível.

“De repente tiraram a meritocracia do manual que seguíamos em Xerém. Fui perguntar o porquê e disseram que veio uma ordem e tinha que ser assim, que lá na frente a gente descobriria”, disse Duílio. 

Conflitos internos e falta de critério

O ex-supervisor relatou que a quebra desse sistema gerou “incêndios” difíceis de apagar no dia a dia. Atletas que performavam bem viam companheiros mais novos ou menos preparados serem promovidos em seu lugar por decisões que não passavam pelo campo.

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“Imagine você estar no sub-20 e sobe alguém do sub-17 na sua frente o tempo todo. Foi uma ordem que veio e tiraram a meritocracia porque não se enquadrava no que o clube precisava, segundo a direção”, ressaltou o ex-zagueiro.

“Quando cheguei lá, a gente tinha um manual que era seguido. Os treinadores trabalhavam em cima disso para conseguir extrair o máximo dos atletas. Os garotos pegavam e aplicavam aquela ideia objetiva. Tinha o que ele podia e não podia fazer. Depois que eu saí de lá, não vi muito essa situação mais. Só posso falar até o dia em que eu saí. Você tinha que ter paciência para lidar com garotos que são profissionais, tinha que ter paciência para apagar incêndios lá, porque muitos jogadores não entendiam por que não eram utilizados também. Se você pegar o Mano Menezes, você não vê ninguém que foi revelado por ele. Mas, quando a gente estava lá, tinham muitos: Metinho, Arthur, Kayke, João Neto, Jefté”, concluiu.

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Duílio trabalhou na base do Fluminense entre 2019 e 2024

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