🔥 OPINIÃO: Fluminense empata, mas derrota moral é absoluta; vexame no Maracanã pavimenta caminho para o abismo

Artigo de opinião do editor do Explosão Tricolor escancara o vexame dentro das quatro linhas e a ruína administrativa do Fluminense; "Hulk teve a bola do jogo e não dominou", dispara.




FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Em pleno Maracanã, com o pior público da história em mata-mata de Libertadores, Tricolor fica no 0x0 com o Independiente Rivadavia e vai a Mendoza como “boi na fila do abate”. Vinicius Toledo analisa a tragédia anunciada dentro e fora de campo.

(Por Vinicius Toledo)

Está difícil, muito difícil mesmo. A torcida tricolor viveu, nesta terça-feira, mais uma noite de decepção profunda. Em pleno Maracanã, o Fluminense Football Club não passou de um empate sem gols com o Independiente Rivadavia, pelo jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores 2026.

Agora, a decisão da vaga será em Mendoza. Dá para ter esperança? Sinceramente, o sentimento de quem esteve no estádio é o de um boi na fila do abate. Essa é a real.

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A Obrigação de Estar Presente

Eu fui ao Maracanã. Algumas meia dúzias nas redes sociais do Explosão Tricolor comentaram que eu estava passando vergonha. Teve até um “machão de teclado” que me chamou de sem vergonha. Essa galerinha esquece que sou o representante de uma grande mídia tricolor que, inclusive, está há quase 12 anos no ar.

Estar presente no estádio, sofrendo junto com o torcedor, é uma obrigação profissional e moral para quem se propõe a fazer jornalismo tricolor sério.

Seria muito mais fácil ficar em casa, no ar-condicionado, investir em uma cadeira bacana, montar um cenário pomposo, ligar a câmera e começar a berrar e a xingar o Fluminense para ganhar “like”, inclusive de torcedores rivais. Mas esse papelão fica para quem tem a competência de criar personagem para enganar a massa…

Eu poderia perfeitamente acompanhar o jogo do setor de imprensa, mas prefiro estar na arquibancada com o povo. É onde me sinto à vontade para extravasar as minhas emoções, além de ter uma visão de jogo que permite observar com exatidão questões táticas e lances cruciais.

O Lance que Resumiu o Vexame

E foi lá que vi, na etapa final, o lance que resumiu a noite. O atacante Hulk, que recebe R$ 2 milhões mensais, foi incapaz de dominar uma bola fácil na pequena área e fuzilar o gol argentino. Era a “bola do jogo”, o gol que poderia mudar o destino do confronto.

O Fluminense, aliás, escapou de uma derrota pior graças ao goleiro Fábio e ao travessão.

Assistindo do estádio, não creio que o time tenha “morcegado” em campo. Houve tentativa, mas a limitação é evidente. As limitações técnicas, as questões físicas gritantes e, principalmente, o fato de a equipe ser pessimamente treinada, tiram praticamente todas as chances de sucesso do Fluminense nesta temporada.

Fluminense empatou sem gols com o Rivadavia no Maracanã
Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

A Conta Chegou: Diretoria e Crise Financeira

E aí, meus amigos e minhas amigas, é impossível não questionar a cúpula diretiva. O presidente Mattheus Montenegro passa a impressão de ser apenas uma figura decorativa, enquanto o diretor geral Mário Bittencourt, ex-presidente e atualmente remunerado, parece alheio ao caos. Afinal, o que ele está fazendo à frente do futebol do Fluminense?

A bolha financeira do Fluminense já explodiu. Em breve, a torcida vai tomar um choque de realidade. Eu venho alertando desde 2024, mas não levaram fé, ou melhor, preferiram acreditar no discurso oficial de que estava tudo “equacionado”. Mesmo com a falta de transparência, o povo confiou na diretoria.

Afirmo com total segurança: entre o final deste ano e o início de 2027, o clube terá que assumir publicamente a sua real e trágica condição financeira. Pergunto novamente: isso é uma estrada pavimentada para a SAF dos “sonhos” apenas da diretoria?

Arquibancada Vazia e Sem Alma

Sendo assim, o resultado desse cenário desolador, somado a outras situações, é uma arquibancada cada vez mais fria, sem tesão. O Fluminense registrou o seu pior público na história em um jogo de mata-mata da Libertadores. Não à toa, o número de sócios segue despencando vertiginosamente.

Está bastante desagradável, muito mesmo, acompanhar esse Fluminense que, hoje, parece não ter time, treinador, presidente, diretoria e até arquibancada… Resta-nos a dor e a incerteza cruel de Mendoza.

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Sobre Vinicius Toledo 1939 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!

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