O bom momento do Fluminense após a saída de Luis Zubeldía ganhou destaque na análise de Walter Casagrande. O ex-jogador e comentarista chamou atenção para a mudança de comportamento da equipe sob o comando interino de Marcão.
Walter Casagrande analisou a reação do Fluminense desde a demissão de Luis Zubeldía e destacou a influência de Marcão na mudança de ambiente dentro do clube.
Na avaliação do comentarista, o perfil do auxiliar se encaixa bem no momento vivido pelo Tricolor, especialmente por sua relação com o clube e pela identificação que possui com jogadores e torcedores.
Casagrande destaca papel de Marcão no ambiente
Casagrande ressaltou que, normalmente, a saída de um treinador acontece em meio a um cenário de desgaste, cobranças e pressão.
Segundo ele, a chegada de alguém identificado com o clube pode contribuir para diminuir a tensão e recuperar a confiança do grupo.
“Essas virtudes dele servem para ser interino nesse momento. Porque ele falou: ‘Eu sou funcionário do clube’. Então, o clube, normalmente quando demite um treinador, o ambiente tá ruim. A torcida tá vaiando o treinador, tá pegando no pé do jogador, como é o caso do Fluminense: vaiava o Zubeldía. O que estava precisando ali? De um cara legal, pra baixar a bola, a torcida já gosta daquele cara, já vira a favor do time. Os jogadores gostam daquele cara, já acalma.”
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“Essa conexão com a história do Fluminense é importante”
O ex-atacante também destacou a identificação de Marcão com a história tricolor como um fator relevante para seu desempenho em períodos de transição.
“Eu não sei se ele é talentoso como treinador ou não. Eu gosto do Marcão. Eu acho que sempre que ele assume, ele entra bem. E tem essa conexão. Essa conexão com a história do Fluminense é importante pra um cara que assume interinamente ter condições só da presença dele já resolver o ambiente.”
“Com o Marcão, os caras se matam”
Para Casagrande, a principal diferença está no nível de entrega demonstrado pelos jogadores. O comentarista afirmou que o elenco tende a responder de maneira diferente ao comando de Marcão por conta da relação de confiança construída internamente.
“O jogador já fica mais disposto, mais suscetível a fazer aquilo que ele tá falando, vai se entregar: ‘Pô, o Marcão, vou me entregar’. O Zubeldía? ‘Ah, o cara tá todo mundo vaiando, estamos com incompatibilidade, o cara grita…’ Não é que o cara não se entrega. Ele se entrega, mas não se mata. Com o Marcão, os caras se matam.”
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Fluminense reage após saída de Zubeldía
Desde que Marcão assumiu o comando interino, o Fluminense apresentou uma reação importante.
O Tricolor venceu o Palmeiras por 3 a 2, de virada, pelo Campeonato Brasileiro, e depois garantiu classificação às quartas de final da Libertadores ao eliminar o Independiente Rivadavia nos pênaltis.
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