Lugar de tricolor é no Engenhão!




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

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O jogo contra o Atlético Mineiro foi indigesto, duro, mas no final a vitória foi merecida. Como falo sempre neste espaço, a turma que entra em campo é diferente da galera do ar condicionado das Laranjeiras. Eles mostram vontade e determinação, honrando a camisa tricolor mesmo com quatro meses de direito de imagem atrasados.

Galera, confesso que hoje não quero falar da incompetência da diretoria. Todos sabemos que o clube está acéfalo e o comando não representa o verdadeiro tricolor que, do estádio ou do sofá, sempre busca transmitir energia positiva para os atletas. Hoje quero falar do duelo de amanhã pela Sul-Americana.

É irrelevante falar que este é o único alento que a torcida tricolor poderá ter este ano. Na verdade é a única alegria, porque de uns tempos pra cá aprendemos a ficar satisfeitos com a permanência na Série A. Mas a Sul-Americana é o último suspiro do tricolor de raiz, que é aquele que aprendeu a gritar “time de guerreiros” na arquibancada.

Assim, não há outra alternativa que não a mobilização geral na quarta-feira. É a redenção da temporada nos nossos olhos, em casa e com o calor da nossa torcida. Não há espaço para desculpa ou reclamações porque agora é decisão. São as quartas de final que podem mudar toda a história tricolor em 2018.

E para que o torcedor possa ir se familiarizar com o duelo, fiz uma pequena análise do nosso adversário. O Nacional, do Uruguai, clube de muita tradição no cenário sul-americano, vem forte contra o Fluminense e é indispensável que saibamos quais são as suas principais ameaças e a retrospectiva deste ano.

Atualmente o time deles é o vice-líder do torneio Clausura. Com 26 pontos, o Nacional está a quatro do eterno rival, Peñarol, que lidera a competição com 30. No último sábado, os dois se enfrentaram no Centenário e ficaram no empate de 1 a 1. E esse confronto pode ter sido interessante para o Fluminense, já que o treinador colocou os melhores em campo e o desgaste físico e mental de um clássico decisivo (se o Peñarol ganhasse seria campeão) pode pesar na quarta.

Neste ano, o Nacional foi campeão do torneio Apertura disputado no primeiro semestre. Se o Peñarol mantiver o favoritismo no Clausura, os dois arquirrivais se enfrentam em uma final que sempre paralisa o país vizinho.

Apesar de estar bem no torneio uruguaio, o Nacional derrapou na Taça Libertadores. Em um grupo que tinha Santos, Estudiantes e Real Garcilaso da Bolívia, o Rey de Copas, como é conhecido naquelas bandas, ficou em terceiro lugar na chave e sequer se classificou para as oitavas da competição continental. Empatou em segundo lugar com o time argentino, mas perdeu no saldo de gols (2 contra 1).

Além do Apertura, este ano o Nacional ganhou ainda o Torneio Intermédio, que é disputado entre os dois principais torneios e o vencedor tem direito à terceira vaga uruguaia da Copa Sul-Americana. Vale destacar que o clube ganhou o torneio também no ano passado, que é disputado em sete partidas e uma final. Foi criado para dar mais rodagem aos elencos, já que lá o calendário é bem mais folgado que o brasileiro.

Um dos destaques do time é o veterano centroavante argentino Gonzalo Bergessio, de 34 anos. Atualmente, com 17 gols no Clausura, ele foi o autor do gol que deu a classificação diante do San Lorenzo, da Argentina, nas oitavas de final da Sul-Americana. O jogo terminou 2 x 0 para os uruguaios e o Nacional somente se classificou porque o próprio Bergessio também marcou no jogo de ida, na derrota por 3 x 1. Na Sula vale o gol qualificado.

Na competição continental, o Rey de Copas ganhou todos os seus jogos dentro de casa, o que mostra a força do estádio Gran Parque Central. Fora de casa não tem o mesmo retrospecto e ainda não venceu, o que joga ainda mais a responsabilidade para o Fluminense no jogo de amanhã.

E se assim é, a torcida tem que apoiar. Todos os lugares devem estar tomados de tricolores gritando e incentivando cada jogador ao longo dos noventa minutos. O horário da partida ajuda – 19h30 – e os jogadores estão fazendo por merecer, já que raça e suor não têm faltado.

Apesar do bom 2018 do adversário e da tradição de ter conquistado três Taça Libertadores, o Fluminense atual é melhor e mais forte que o Nacional. E o jogo será crucial para o resto da temporada. Por isso o torcedor tem que fazer sua parte e contagiar a turma dentro de campo. Isso porque, no fim das contas, somos todos Fluminense acima de tudo!

Evandro Ventura

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