Não dá para bater palmas




Egídio e Lucca (FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)



Vencer sempre é bom. E vencer clássico é melhor ainda. Em São Januário, o Fluminense conquistou uma importantíssima vitória. Isso ninguém discute já que o time deu mais um passo rumo à Taça Libertadores 2021. Porém, não dá para tapar o sol com a peneira…

Diante de um Botafogo, que é o lanterna do Brasileirão, e já está virtualmente rebaixado, a equipe comandada pelo Marcão teve uma atuação pra lá de sofrível. Futebol de baixíssimo nível técnico e sem nenhuma proposta clara sob o ponto de vista tático. Inclusive, não é de hoje que critico essa formação com três atacantes. Sendo bem sincero, nada contra o esquema. No entanto, acredito que ele não seja aplicável ao atual Fluminense.

Apesar de nunca ter dado dois treinos na vida, acredito que uma parte do caminho para o sucesso no futebol seja o de respeitar as características dos jogadores e, consequentemente, saber explorá-las da melhor forma possível. Infelizmente, o Marcão não está conseguindo desenvolver um trabalho minimamente aceitável nesse sentido.

No clássico vovô, o Tricolor só abriu o marcador através do Lucca, mas graças ao frango do gigante Cavalieri. Se não fosse isso…

Na reta final do jogo, Marcão trancou o time para segurar o resultado. Pois é, o Fluminense colocou zagueiro e volante para garantir vitória de 1 a 0 diante do lanterna. Por sorte, deu para ampliar o marcador através de pênalti sofrido pelo Wellington Silva e convertido por ele mesmo. 2 a 0 no placar, três pontos no bolso e mais uma vitória num clássico. Até aí, ok. Porém, não dá para bater palmas para a mediocridade apresentada durante os noventa minutos e não se preocupar com relação ao futuro, mas isso aí será papo para outro dia…

Curtinhas

– Na minha opinião, Nino foi o melhor jogador do Fluminense em campo.

– Calegari, Luccas Claro e Martinelli cumpriram bem com as suas respectivas funções.

– Alô, Marcão! Um losango no meio com André, Martinelli, Yago Felipe e Michel Araújo pode te fazer gritar “Boa, boa, boa” durante boa parte dos jogos…

– Sobre o choro e desabafo do Wellington Silva, seria bom ele também se colocar no lugar do torcedor. que tem sofrido há anos com gestões desastrosas em todos os sentidos…

 

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo