Ver o futuro sem esquecer os erros do passado




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Segunda à noite, camisa do Fluminense no filhão de três anos e um pensamento: será que esse moleque vai ter felicidades com o time quando crescer? Espero que sim, e por isso as constantes críticas que escrevo contra a atual gestão.

Mas gostaria de convidar os tricolores a fazerem uma reflexão neste intervalo entre as partidas, já que ficamos de fora da Taça Guanabara. Afinal, como vocês imaginam o Fluminense daqui a 5 anos?

Prefiro responder a este questionamento olhando pro passado. De 2013 pra cá muita coisa aconteceu no dia a dia tricolor, certamente com enorme prejuízo para o seu futuro.

Em 2013 o Fluminense terminou o campeonato brasileiro rebaixado para a segunda divisão. Durante dois ou três dias o escárnio com a indigesta frase “pague a série B” foi a nossa tônica. Aí veio o caso Héverton e a escalação de jogadores irregulares pela Portuguesa e Flamengo, o que salvou o time da queda.

Ainda no mesmo ano, a Unimed começava a diminuir os investimentos no clube. Seja por problemas financeiros, seja por divergências entre Celso Barros e Peter Siemsen, em 2013 não chegaram grandes jogadores como os que haviam sido adquiridos a peso de ouro pela então patrocinadora nos anos anteriores, refletindo nos resultados em campo.

Em 2014 a parceria entre Unimed e Fluminense acaba de vez. Movido pelo ego da equipe da Flusócio, que não percebeu a importância de um grande patrocinador, e pela interferência de Celso Barros nas coisas do futebol, além da própria dificuldade financeira do país, uma história de 15 anos chega ao fim. O Fluminense saía de pires na mão em busca de um novo patrocínio e da chance de continuar trilhando seu caminho de glória no cenário nacional.

Já na parte esportiva, o time teve um desempenho razoável e terminou na sexta colocação, o que certamente gerou na trupe da Flusócio o sentimento de que estava no caminho certo, fato que mais tarde se verificou ser um erro.          

Vem 2015 e com ele o primeiro ano, desde 1999, que o clube não contava mais com a Unimed. Mas havia uma esperança: a Viton 44, dona da Guaraviton. Com o patrocínio fechado, a torcida novamente teria motivos para sorrir, certo? A história diz que não. Meses sem pagamento e o encerramento do contrato antes do previsto, no início de 2016.

Mais uma vez o Fluminense amargava uma rotina de falta de verba; mais uma vez a Flusócio tinha que sair com pires na mão mendigando por patrocínio, até mesmo porque nunca fez o dever de casa, que é manter o clube sempre no topo do cenário nacional e com empresas brigando para associar a sua marca ao time.

No entanto, ainda em 2015 tivemos um alento, já que a Frescatto resolveu assumir as mangas do clube e dar um show de marketing ao nosso falido departamento da área. Vida longa a essa parceria!

No Campeonato Brasileiro do mesmo ano mais uma vez ficamos na parte de baixo da tabela, ocupando a 13ª colocação com apenas cinco pontos de distância da zona de rebaixamento. E essa seria a nossa realidade nos anos seguintes.

Chega 2016 e nada de patrocínio master, fato que durou até com o vínculo com a empresa de cartões de crédito agora em 2018. Neste período, u ou outro estampou a sua marca na camisa por pouco tempo, como é o caso do Parque Universal de Orlando. Com a falta de dinheiro e de competência para gerir o clube, novamente amargamos o 13º lugar no Campeonato Brasileiro.

Nesse ano, porém, uma pessoa aparece no noticiário tricolor e coloca seu nome na história. Pedro Antônio injeta dinheiro e o tão sonhado Centro de Treinamento é erguido na Barra da Tijuca. Talvez ele seja a melhor notícia nos últimos cinco anos.

Enfim, 2017; a Flusócio se mantém no comando do clube e consegue eleger alguém ainda pior que Peter. Pedro Abad entra e logo deixa claro que cumprimento de promessa de campanha não é seu forte. Mesmo sendo Presidente do Conselho Fiscal e, nesta condição, aprovar o laureado superávit de 2016, ele conseguiu o transformar em déficit de 80 milhões em 2017. Nada mal pra quem prega responsabilidade na gestão.

Em campo, uma luta constante contra o rebaixamento e a queda em uma posição. Deixamos de ser o 13º colocado pra ser o 14º a apenas quatro da zona da degola.

E as alegrias de 2018 até agora foram as vitórias contra Madureira, Macaé e Caldense. Na atual conjuntura, devem ser comemoradas.

No campo político, os últimos cinco anos foram de Flusócio, sendo que o atual mandatário do clube é por muitos considerado um dos piores de todos os tempos. Ele não tem pulso firme para comandar o futebol e nem a desenvoltura necessária para colocar o clube no seu habitat natural, que é o patamar de grande no país. Mentiu na campanha e mente no seu mandato, como na promessa de manter Henrique Dourado, que acabou preferindo o Flamengo.

Assim meus amigos, considerando os últimos cinco anos e analisando o atual cenário, tempos sombrios nos esperam no próximo quinquênio. Espero que meu pequeno filho não tenha o dissabor de torcer pra um time com uma diretoria tão incompetente fora de campo e com jogadores tão ruins dentro dele.

Mas nunca nos esqueçamos que o clube só se torna grande na medida em que também é grande o amor da torcida e a vontade de lutar por ele.

Fora Abad! Fora Flusócio!

Ser Fluminense acima de tudo!  

Evandro Ventura



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