Felipe Diniz afirma que o Remo fez sua “pior partida” contra o Fluminense e reage com deboche a comentário de torcedor sobre a “Flapress”.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Hoje o papo é sobre uma situação, no mínimo, constrangedora sob o aspecto jornalístico. Na noite da última quinta-feira, enquanto eu montava meu artigo pós-jogo, acompanhava o programa Troca de Passes, do Sportv. Estavam na bancada o apresentador Felipe Diniz e os comentaristas Alex e Carlos Eduardo Mansur.
Sempre acompanho esses programas em busca de informações e boas análises, mas às vezes somos atropelados por colocações extremamente infelizes. Fica a dúvida: é opinião do jornalista ou “ordem de cima”? Afinal, vivemos tempos sombrios onde a polêmica barata vende muito mais do que o conteúdo sério e construtivo.
A “pior partida” ou o mérito do Fluminense?
Ao abrir a pauta sobre o triunfo tricolor por 2 a 0, Felipe Diniz afirmou que a vitória foi boa, mas que o Remo “jogou a sua pior partida” neste Brasileirão. Entendo que o dinamismo do “ao vivo” nem sempre permite o raciocínio ideal, mas, neste caso, a visão foi muito pobre.
A diferença técnica entre Fluminense e Remo é abissal. Mesmo no Mangueirão, o Tricolor tinha a obrigação de vencer e o fez com autoridade. Poderia ter sido goleada, não fossem as grandes defesas do goleiro Marcelo Rangel e o travessão.
Dizer que o Remo foi mal é ignorar que, do outro lado, havia um Fluminense muito bem treinado por Luis Zubeldía, organizado e com recursos técnicos que subiram de patamar com a entrada de Savarino. O Remo não “deixou de jogar”; ele foi impedido de jogar pela superioridade tricolor. A equipe paraense lutou até o fim, mas sucumbiu ao melhor futebol.

O deboche com a “Flapress”
Para completar o cenário, no final do programa, Diniz leu a mensagem de um tricolor no X (antigo Twitter) reclamando justamente dessa narrativa e citando o termo “Flapress”.
A reação? O apresentador pronunciou o termo com um leve tom de deboche. Desnecessário. Quando a crítica de um torcedor é respondida com ironia em rede nacional, o jornalismo perde e a distância entre quem comunica e quem consome a informação só aumenta.
Seguimos de olho. No campo, o Fluminense fala por si. No microfone, a gente segue cobrando respeito.
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